Título
A difusão da educação em riscos ambientais: reflexões e ações nos referenciais curriculares de Niterói (RJ)
Os avanços nos campos da educação e do meio ambiente, contribuem para uma
compreensão sistêmica da educação ambiental. Este trabalho parte do pressuposto
de que os currículos escolares devem contemplar uma educação ambiental que
tenha sentido para os alunos e dialogue com o ambiente no qual estão inseridos de
forma crítica e reflexiva por meio da teoria geral dos sistemas. Sendo assim, o
objetivo do trabalho é propor uma metodologia para subsidiar a discussão e inserção
da temática Riscos Ambientais nos Referenciais Curriculares da Educação de
Niterói-RJ, por meio da análise da evolução da percepção de alunos e professores
de escolas públicas municipais sobre a dinâmica da paisagem e os riscos
ambientais, atendendo à Lei 9.795/1999. O trabalho se desenvolveu por meio de
ações teóricas e práticas em 05 escolas municipais que tinham relação direta ou
indireta com os riscos, junto a 213 alunos. As ações tiveram parceria direta com os
professores das escolas, Defesa Civil e demais parceiros que corroboravam com as
discussões elencadas. O resultado dos trabalhos nestas escolas foi apresentado aos
professores da Rede Municipal para que identificassem a importância da discussão e
de forma coletiva pudessem analisar a possibilidade da inserção do tema nos
Referenciais Curriculares. Com os avanços das ações, percebeu-se ser possível
desenvolver a educação ambiental de forma crítica e emancipatória, sobretudo ao
trabalhar os riscos ambientais. Por meio da análise e construção coletiva, os
professores redigiram os novos Referenciais Curriculares da Rede Municipal de
Educação de Niterói, inserindo os Ricos Ambientais em todos os anos de
escolaridade e em todos os componentes curriculares. Dessa forma, o trabalho
converge para a garantia dos Riscos Ambientais serem trabalhados de forma
sistêmica enquanto política pública garantida pelos currículos que são os
documentos norteadores do cotidiano educacional. Conclui-se ser possível, aceito e
desenvolvido de forma crítica, sistêmica e emancipatória o trabalho com os Riscos
no cotidiano das escolas.