Título
Educação ambiental no ensino superior: caminhos e contribuições da Universidade Federal do Ceará
A habilidade de realizar cálculos é necessária para resolver muitas situações do cotidiano, bem como de outras áreas do conhecimento. Para resolver contas, no início da sua aprendizagem, a criança usa dedos e desenhos. É esperado que, na escola, ela o faça mediante algoritmo e cálculo mental. Infelizmente, muitas crianças ainda concluem o 5º ano do Ensino Fundamental sem resolverem corretamente contas simples de adição e de subtração. Esse cenário está relacionado a práticas inadequadas, dentre as quais, destaca-se: o ensino centrado no algoritmo com explicações baseadas em “vai um” e “pede emprestado”, sem que os estudantes as compreendam, pois elas estão relacionadas às características do chamado Sistema de Numeração Decimal – SND, de modo especial o valor posicional. Diante do exposto, indagamos: Como o professor explica os algoritmos de adição e subtração? Quais são as estratégias dos estudantes para a resolução das contas de adição e subtração? Como o professor interpreta os saberes discentes sobre as representações dos algoritmos de adição e subtração? Quais são as contribuições da reflexão sobre a prática para ampliar os saberes docentes sobre o ensino e a aprendizagem das operações de adição e subtração? Os objetivos desta pesquisa são: Geral – Descrever a contribuição de encontros formativos para a ampliação dos saberes de docentes do 5º ano do Ensino Fundamental no ensino das operações de adição e subtração; Específicos: i) Analisar as estratégias didáticas de docentes do 5º ano do Ensino Fundamental no ensino das operações de adição e subtração; ii) Interpretar as resoluções, mediante representações aritméticas, de contas de adição e subtração de discentes do 5º ano do Ensino Fundamental; e iii) Avaliar as contribuições pedagógicas do diagnóstico de conhecimentos discentes na prática profissional de docentes do 5º ano do Ensino Fundamental no ensino das operações de adição e subtração. A presente pesquisa, de cunho qualitativo, desenvolveu encontros formativos de planejamento e observações de aulas de adição e subtração com 3 professores do 5º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública em Fortaleza-CE. Os instrumentos na coleta de dados foram: observação de aulas, diário de campo, encontros formativos com os professores, diagnóstico e entrevista. A pesquisa teve 4 etapas: i) observação de aulas e encontros formativos; ii) diagnóstico dos conhecimentos dos estudantes; iii) encontros formativos, via internet, com os professores para análise e interpretação dos resultados do diagnóstico dos estudantes; e iv) entrevista. Constatamos que as estratégias didáticas docentes no ensino de adição e subtração possuem aspectos do ensino tradicional da matemática tendo o quadro, o pincel e o livro didático como únicos recursos. Presenciamos equívocos durante a explicação das operações de adição e de subtração. Um instrumento diagnóstico com 8 contas (4 de adição e 4 de subtração), com numerais de 2 a 5 ordens e envolvendo agrupamento e desagrupamento, foi aplicado, no começo do ano letivo, e respondido por 83 estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental. O percentual de acertos nas contas de adição foi 58,1% e nas de subtração foi 13,3%. Verificamos que uma análise cuidadosa do diagnóstico de conhecimentos discentes, mapeando quantitativa e qualitativamente os erros, contribui para a proposição de intervenções pedagógicas adequadas à realidade, favorecendo, assim, a aprendizagem dos estudantes. Nesse sentido, revelou-se urgente promover a compreensão discente sobre as características do SND, com ênfase no valor posicional. Concluímos que os encontros formativos contribuíram para a ampliação dos saberes de docentes, com o melhor entendimento de conceitos referentes à aprendizagem e ao ensino da adição e da subtração, além da modificação de algumas práticas, com destaque para o uso do Quadro Valor de Lugar – QVL.