Título

Cúpula geodésica: um lugar potencializador da educação estético-ambiental

Programa Pós-graduação
Educação Ambiental
Nome do(a) autor(a)
Danielle Muller de Andrade
Nome do(a) orientador(a)
Elisabeth Brandao Schmidt
Grau de Titulação
Doutorado
Ano de defesa
2021
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

As experiências pedagógicas em Educação Estético-Ambiental (EEA) vêm se consolidando como vias potentes para a formação humana e para a transformação social. No âmbito do ensino formal tais experiências possibilitam a renovação das práticas educativas e da educação, portanto, merecem ser investigadas. Esta tese teve como foco de investigação a experiência de construção e instalação de uma cúpula geodésica no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - campus Pelotas -Visconde da Graça (IFSul/CaVG). O que é isso que se mostra de Educação Estético-Ambiental no processo de construção e instalação de uma cúpula geodésica no ensino formal? foi a pergunta fenomenológica que instigou essa pesquisa, a qual teve como objetivo geral compreender o processo de construção e instalação de uma cúpula geodésica, entendida como lugar potencializador da Educação Estético-Ambiental no ensino formal. Os/as participantes da pesquisa foram três alunos e cinco professoras, ambos/as envolvidos/as na referida experiência. Os dados, produzidos a partir do diário de campo da pesquisadora à época da experiência investigada, de entrevistas semiestruturadas realizadas com os/as participantes da pesquisa e de registros fotográficos, foram analisados por meio da metodologia Análise Textual Discursiva proposta por Moraes e Galiazzi. Do processo de análise emergiram três categorias finais denominadas: expectativas, sensações, tensionamentos e possibilidades; o processo e movimento da construção da cúpula geodésica: trabalho coletivo, participativo e integrador; e a dimensão estético-ambiental cúpula geodésica e sua influência nos processos de ensino e de aprendizagem. Os resultados, expressos em três metatextos, possibilitaram a construção dos argumentos para a defesa da tese de que "a cúpula geodésica, cujas características arquitetônicas favorecem o contato com o outro, humano ou não, pode constituir-se em lugar potencializador de práticas de educação estético-ambiental, no âmbito do ensino formal". Os argumentos que sustentam a tese estão embasados na relevância da experiência investigada para o fomento da dialogicidade, afetividade e da reflexão crítica, bem como para o estímulo ao trabalho coletivo e cooperativo, inter e transdisciplinar. Ao possibilitar a integração e partilha de saberes e de afetos, a construção e instalação de uma cúpula geodésica no ensino formal engendra o desenvolvimento de práticas educativas condizentes com a educação transformadora proposta por Paulo Freire. Por ter sido instalada no ambiente natural do campus, a cúpula geodésica contribuiu para o despertar dos sentidos humanos e para o desenvolvimento da sensibilidade configurando-se, dessa forma, como potência para o desenvolvimento da EEA e da educação dos sentidos, preconizadas por Estévez e Duarte Jr. Além disso, a experiência na construção e instalação da cúpula geodésica do IFSul/CaVG, na perspectiva de Larrosa, foi um marco positivo na vida e na formação dos/das participantes da pesquisa. A instalação de uma cúpula geodésica nas Instituições de Ensino pode configurar-se como contribuição para a ambientalização do ensino e para a constituição de espaços educadores sustentáveis.


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Contexto Educacional
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