Título

Educação ambiental como elemento da fronteira etnocultural: empoderamento e saberes dos Povos Indígenas Terena do Pantanal Sul

Programa Pós-graduação
Ensino de Ciências
Nome do(a) autor(a)
Edson Pereira de Souza
Nome do(a) orientador(a)
Icleia Albuquerque de Vargas
Grau de Titulação
Doutorado
Ano de defesa
2021
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Educação Ambiental como elemento da Fronteira Etnocultural: Empoderamento e Saberes dos Povos Indígenas Terena do Pantanal Sul. 2021. 207 p. Tese (Doutorado em Ensino de Ciências) - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS. RESUMO Quando Lutero trouxe a frase filosófica de que “a ninguém é proibido saber mais do eu”, permitiu-me associar à dinâmica dos povos originários, pois estes, desde antes do “descobrimento”, compartilhavam com as suas gerações os seus saberes. Isso comprova a importância do compartilhamento dos saberes tradicionais, porém historicamente inúmeros problemas comprometeram a perpetuação desses saberes. Ademais, a partir de práticas conservacionistas praticadas pelas populações indígenas ao longo da história, constatei a necessidade da academia em oportunizar mais apoio e visibilidade aos povos originários para a promoção e divulgação de seus saberes. São esses saberes tradicionais, que se tornam ações práticas de educação ambiental. Diante disso, esta tese foi construída com o objetivo geral de se compreender a educação ambiental como instrumento da fronteira etnocultural em meio às dinâmicas de empoderamento e de produção de saberes tradicionais dos povos Terena da Região do Pantanal Sul (Mato Grosso do Sul), no que tange ao processo de (re)ocupação de (novos) territórios. E, para o equacionamento deste trabalho, metodologicamente enveredou-se para uma pesquisa qualitativa, ancorada em cunhos geográfico e antropológico, com viés na etnografia. Para isso, foram utilizadas técnicas de observação e, principalmente, com o apoio da Metodologia Kozel para a interpretação de mapas mentais, a qual permitiu que fosse avaliado o olhar, de indígenas e não indígenas, sobre a região do Pantanal Sul. A partir das representações expressas pelos atores sociais, pode-se fundamentar a construção da proposta conceitual de Fronteira Etnocultural, bem como a expressão da produção de seus saberes tradicionais em meio às ações históricas e atuais em Educação Ambiental. Portanto, não numa perspectiva de finitude, mas sim de início de uma busca reflexiva e possíveis debates para proposições de políticas públicas, sobretudo para Educação Ambiental, pode-se encontrar a transitoriedade de gerações, sobretudo com as populações indígenas, a partir dos seus saberes tradicionais perpassados. Palavras-chave: Educação Ambiental; Fronteira Etnocultural; Mapas Mentais; Pantanal Sul; Povos Indígenas.


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