Título

Trajetórias formativas docentes: o que significam professoras em diálogos cogenerativos sobre hortas escolares

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Leticia Riguetto Nunes
Nome do(a) orientador(a)
Angelica Cosenza Rodrigues
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2019
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

As hortas escolares podem ser um meio para tratamento didático da educação ambiental (EA) de forma crítica e emancipatória, problematizando as injustiças ambientais, a relação ser humano-natureza, os diferentes modos de vida e saberes. Nessa perspectiva, estimando a importância do processo educativo na transformação social e na luta contra a naturalização e invisibilização da desigualdade socioambiental, o presente estudo pretende responder a seguinte questão de pesquisa: Como trajetórias formativas são significadas por professoras envolvidas em Encontros Formativos sobre hortas escolares e potencializam novos lugares pedagógicos para a horta na escola? Com o intuito de responder a essa questão, os objetivos dessa pesquisa são: discutir como se deslocam sentidos de professoras, em processo formativo, no diálogo com seus pares e com agricultores, sobre a utilização pedagógica das hortas escolares; compreender como experiências da trajetória pessoal e profissional das professoras se relacionam ao trabalho com as hortas escolares; analisar como os discursos hegemônicos (do agronegócio) e contra- hegemônicos (da agroecologia, da soberania alimentar, da justiça ambiental e da educação ambiental) que surgem nos Encontros Formativos se materializam no discurso docente sobre as hortas escolares. Os Encontros Formativos foram planejados e executados em projeto de extensão do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Ambiental. Nesta pesquisa, os dados construídos serão analisados através da Análise Crítica do Discurso, partindo do referencial de Norman Fairclough. Por meio desse referencial teórico-metodológico é possível compreender a prática docente no que se refere às hortas escolares e seu potencial formativo diante dos cinco encontros realizados. Os discursos das professoras, tanto os que compõem as entrevistas quanto os que compõem os encontros, foram analisados e categorizados em três eixos temáticos: vivências na/com a horta escolar; memórias docentes relacionadas à horta escolar; e saberes experenciados nos Encontros Formativos. Por meio desses eixos, discuto como os discursos das professoras insinuam a conjuntura ambiental e se relacionam com importantes reflexões educacionais sobre a potencialidade da horta agroecológica escolar. As análises me permitiram concluir que os Encontros Formativos influenciaram na transformação do modo de olhar a horta, tornando-o mais atento e mais sensível, indicando que este seja o primeiro passo para tentar romper com a lógica capitalista.


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