Título
Tecnologia móvel enquanto técnica interpretativa em unidades de conservação: relação com a experiência do visitante
O interesse em conhecer espaços naturais e a busca por destinos que distanciam visitantes de centros urbanos são as principais motivações apontadas para o crescimento do interesse e consequentemente de viagens para os Parques Nacionais, áreas de conservação que estão localizadas em pontos estratégicos sob o ponto de vista da conservação e da recuperação de ecossistemas e biomas. No entanto, nem sempre a paisagem e as características do local visitado são facilmente compreendidas pelo público geral, que utiliza de ferramentas para melhor compreender as singularidades que observa. Estas ferramentas estão comumente relacionadas aos meios interpretativos, como os tradicionais folders e painéis, e que podem ser complementados através das novas tecnologias, que agregam valor e maior experiência, ao inserir imagens dinâmicas, projeções 3D e simulações virtuais de cenários pretéritos e futuros. Desta maneira, esta tese possui como objeto de estudo a relação entre recursos móveis e a natureza, visando conectar pessoas a lugares. Para tanto, o objetivo geral procurou analisar os meios interpretativos não personalizados, fundamentados em novas tecnologias e como objetivos específicos buscou-se aprofundar a análise em relação aos aplicativos para smartphones, compreender a realidade dos Parques Nacionais brasileiros em relação aos seus meios interpretativos disponíveis, identificar o interesse e demandas dos visitantes em relação ao uso de aplicativos para Educação e Interpretação Ambiental e por fim, desenvolver um aplicativo piloto como estudo de caso, visando atender as demandas apontadas por gestores e visitantes. Para o cumprimento dos objetivos supracitados, foi aplicado o método dialético de investigação, utilizando-se de técnicas laboratoriais e de campo para a coleta de dados secundários e primários, respectivamente. Os dados primários, por sua vez, foram alcançados por meio de entrevistas, com questionários semiestruturados, com perguntas abertas e fechadas que abordaram os temas de interesse da pesquisa. Como resultados, verifica-se que há um predomínio de meios tradicionais de interpretação ambiental nos Parques Nacionais brasileiros e a disponibilidade de novos recursos configura interesse mútuo de gestores e visitantes, podendo, os aplicativos, facilitar a relação e o entendimento sobre a fragilidade da natureza.