Título
Trilhas ecológicas Jequitibá: uma ferramenta no resgate da identidade e diversidade ambiental
Este trabalho apresenta novos pontos de atratividade obtidos após a unificação das
trilhas do Jequitibá e Cristais, no Parque Estadual dos Três Picos, em Cachoeiras de Macacu.
É proposto um roteiro interpretativo que explora os pontos de atratividade dos diversos
trechos das trilhas unificadas. Propõe-se também um novo percurso, potencializando os
atrativos e reduzindo o pisoteio das vias até o jequitibá milenar. Para esta pesquisa, foram
escolhidos elementos de avaliação do traçado, da rota (distância, declividade, altitude, tempo
médio de trajeto). Inicialmente, a trilha do Jequitibá original apresentava cerca de 400 metros
em um trajeto de ida e volta, o que gerava impacto antrópico adicional e queda no interesse
dos pontos de atratividade no trajeto de retorno. No novo traçado proposto, são adicionados
800 metros, os quais propiciam novas atratividades. As mudanças de traçado decorrentes e os
pontos de atratividade a serem adicionados ao novo trajeto foram relacionados no Guia de
Campo do conjunto de trilhas, que agora apresenta aproximadamente 1.200 metros. Os pontos
gerados pela coleta de dados e a interpretação servem a uma adequação didática ao conteúdo
formal de biologia, cujas relações estão em site disponível ao professor e ao visitante. Foram
consideradas também propriedades fitoterápicas de indivíduos arbóreos ao longo da trilha,
visando atribuir valor terapêutico como mais um elemento que reforça a prática de trilhas em
unidades de conservação. A pesquisa produziu um Guia de Campo específico para a trilha do
Jequitibá-Cristais, que nesta pesquisa é denominada trilhas do Jequitibá. Os aspectos
topográficos, geológicos e a diversidade biológica compõem um conjunto de informações
disponibilizadas à consulta e à utilização nas atividades de campo, principalmente para
professores, alunos e visitantes. O Guia de Campo das trilhas do Jequitibá apresenta uma
síntese do trabalho, visando principalmente discutir a importância dos ambientes não formais
de ensino e a valorização das unidades de conservação e de suas trilhas não apenas como
ambientes de entretenimento e conhecimento, mas também como locais de sensibilização
ambiental e práticas saudáveis e terapêuticas.