Título

Percepções e Práticas de Ensino em uma Reserva Ambiental e sua Comunidade do entorno: análise da relação reserva-comunidade a partir da educação ambiental crítica

Programa Pós-graduação
Ensino em Biociências e Saúde
Nome do(a) autor(a)
Maiara Pereira Barreto
Nome do(a) orientador(a)
Rosane Moreira Silva de Meirelles
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2019
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

As áreas de proteção ambiental são espaços não-formais de ensino que possuem um grande potencial de criação de políticas públicas e práticas educativas para um território. A troca de saberes e o diálogo entre estas áreas e sua comunidade do entorno são, segundo a perspectiva crítica da educação ambiental, premissas fundamentais para a criação dessas políticas e práticas de forma democrática. Sendo assim, esse estudo teve como objetivo analisar a relação estabelecida entre a Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA) e os moradores do entorno, a partir da análise das suas percepções e da participação destes moradores nas atividades de Educação Ambiental em vigor na reserva. Os dados foram coletados através de entrevistas com os educadores ambientais, os moradores do entorno e os jovens, também moradores do entorno, participantes do Projeto Jovem Guarda. Os resultados mostraram que a reserva possui atividades mais voltadas para a comunidade escolar, não sendo comum a participação dos moradores do entorno no seu cotidiano. No caso dos jovens guardas, que já participam de atividades na reserva, constatou-se uma predominância do discurso conservador no projeto. Apesar de gostarem de realizar as atividades, percebe-se também o desejo da criação de maiores oportunidades para sua formação, principalmente fora do ambiente da reserva. Quanto aos moradores do entorno, percebe-se uma relação histórica e afetiva da comunidade com a reserva. No entanto, os pontos negativos apontam para a perda dessa relação nos últimos anos, caracterizado principalmente pela falta de comunicação com a comunidade e a ausência de atividades e ações voltadas para a participação dos moradores, para além da comunidade escolar. Assim, concluímos que a REGUA tem sido importante para a formação ambiental e social dos jovens da comunidade que participam dos jovens guardas, bem como para a melhoria da qualidade de vida dos moradores da região. Contudo, evidencia-se a necessidade de dar mais voz aos integrantes de ambos os grupos, entendendo-os como indivíduos autônomos e potencialmente questionadores da sua realidade social, a partir de estratégias que ofereçam mais oportunidades de posicionamento e colaboração com a reserva. Dessa forma, a perspectiva futura para esta pesquisa é que se proponha a construção coletiva de atividades de ensino, promovendo maior protagonismo para os moradores e possibilitando a recuperação da relação reserva-comunidade.


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