Título

A educação ambiental como âncora das relações sociais na comunidade de Barranco Alto/MT

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Suzete da Silva Galdino
Nome do(a) orientador(a)
Darci Secchi
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2019
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Esta dissertação foi desenvolvida no âmbito da linha de pesquisa Movimentos Sociais, Política e Educação Popular do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O estudo tem por objetivo discutir a temática ambiental como âncora identitária mediadora das relações sociais na comunidade de Barranco Alto, localizada no município de Santo Antônio de Leverger, Mato Grosso. A discussão proposta leva em conta os aspectos econômicos, as relações intracomunitárias, as condições ambientais e as peculiaridades da educação formal e informal lá desenvolvida. Este estudo analisa como os diferentes segmentos sociais percebem os assuntos ambientais, tidos como estratégicos para o desenvolvimento socioeconômico da comunidade, identificando os principais mecanismos de interação social, as alianças e cooperações, bem como as tensões e conflitos. A dissertação está dividia em três seções. Na primeira é realizada a revisão bibliográfica que discute o processo de colonização em Mato Grosso e os impactos sobre as atuais comunidades ribeirinhas. A segunda retrata o processo de configuração da Comunidade Ribeirinha de Barranco Alto, ressaltando os efeitos da colonialidade sobre o seu modo de vida tradicional. Na terceira, apresentamos os resultados obtidos na pesquisa de campo com os membros dos seis diferentes atores sociais que formam a comunidade de Barranco Alto: os antigos moradores locais (ribeirinhos tradicionais); os proprietários de chácaras de lazer (moradores de finais de semana), as famílias de agricultores assentados (sem-terra), os operadores locais de turismo (donos de pousadas, de pesqueiros etc.); os representantes institucionais do poder público (Sema, Ibama, Polícia Ambiental, vereadores etc.) e os turistas (visitantes ocasionais e usuários do local para lazer e pesca esportiva). O método utilizado é de natureza etnográfica e diagnóstica, por possibilitar uma abordagem qualitativa baseada na interpretação da realidade local. Os dados de campo foram organizados por meio de entrevistas estruturadas e semiestruturadas, rodas de conversas, relatos, histórias de vida e observações diretas. Os resultados reunidos apontam que, com o passar do tempo, vem se intensificando os problemas socioambientais e interferindo na vida dos ribeirinhos. O poder público pouco dialoga com as comunidades ribeirinhas tradicionais e com os demais segmentos sociais. Para o fortalecimento das políticas públicas, com proposições e iniciativas relacionadas à preservação ambiental no coletivo, é preciso superar o modelo colonial permissivo e predatório e viabilizar o afloramento das identidades locais e de relações mais simétricas entre os diferentes segmentos sociais.


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