Título

Justiça climática: “cantos” de resistência da deficiência visual

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Giselly Rodrigues das Neves Silva Gomes
Nome do(a) orientador(a)
Michele Tomoko Sato
Grau de Titulação
Doutorado
Ano de defesa
2019
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Este trabalho de tese faz parte da Rede Internacional de Educação Ambiental e Justiça Climática (REAJA), que agrega cinco países na rede de diálogos para estudar a crise climática com foco nos grupos sociais em situação de vulnerabilidade. Os estudos da REAJA, bem como do Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte (GPEA) têm revelado que a crise do clima está invisibilizada, com pouca ou nenhuma informação científica que proteja a sociedade mato-grossense no caso de algum eminente desastre climático. Estes estudos aguçam e fazem emergir as motivações para a realização dessa pesquisa acerca da Justiça Climática e a inclusão das Pessoas com Deficiência Visual, especialmente porque muitas dessas pessoas estão em risco quando se trata de sua inclusão em mecanismos de antecipação de eventos climáticos; e nem mesmo o Governo e nem a sociedade civil está organizada para oferecer abrigo em caso de uma situação de eminente risco de desastre. Parto da premissa acadêmica que uma das funções da Educação Ambiental é religar e sentir (religare et sentire) as teias conectadas da Terra, desapercebidas no caos cotidiano da atual situação climática. O objetivo da pesquisa é compreender o campo da justiça climática e o contexto de vulnerabilidades, riscos de desastres socioambientais e táticas de resistência, sob a perspectiva inclusiva para as pessoas cegas e com baixa visão. Nesse percurso, interessou-me suas percepções sobre o ambiente, seus meios de cultura, a vivência nas escolas, o que compreendem sobre os riscos climáticos e como resistem no complexo enredo da inclusão social. Essas pessoas atuam no Instituto dos Cegos do Estado de Mato Grosso – ICEMAT, na Associação Mato-grossense dos Cegos – AMC, e no Centro de Apoio e Suporte à Inclusão da Educação Especial – CASIES, em Cuiabá – Mato Grosso. A metodologia empregada tem regência da Cartografia do Imaginário Satiana, inspirada na fenomenologia dos quatro elementos Bachelardianos. Os resultados obtidos, principalmente pelo mapeamento das escolas e residências de Pessoas com Deficiência Visual, reforçaram a necessidade de educação e comunicação sobre a crise climática. No foco da pesquisa, a ampla formação merece o cuidado ao delineamento de perspectivas mais inclusivas nas instituições educacionais. Em âmbito maior, a pesquisa contribui para a construção de políticas públicas que considerem o fortalecimento da Educação Inclusiva, concernente aos sistemas de proteção das pessoas com deficiência, contra os desastres e riscos do colapso climático.


Classificações

Contexto Educacional
Modalidades
Modalidade: Regular