Título
Poluições com lixo e resíduo na bacia hidrográfica do Córrego Imbirussu em Campo Grande/MS: um olhar da educação ambiental para ações mitigadoras
Após grandes debates sobre a questão ambiental no mundo, como a Conferência de Estocolmo em 1972, em Tbilisi em 1977, a Eco 92 no Rio de Janeiro e a Rio +20 em 2012, várias legislações foram constituídas, no Brasil, com objetivo de garantir os direitos e deveres de todos, bem como a defesa e equilíbrio ecológico do meio ambiente, já que é de uso coletivo. A primeira implantada foi a Política Nacional de Meio Ambiente em 1981, que já previu a participação individual e coletiva pela educação ambiental. Em 1999 foi criada a Política Nacional de Educação Ambiental que cria instrumentos para construção de valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltados para conservação do meio ambiente. Este é um desafio que atravessará gerações, pois o modo de produção capitalista e o consumo contribuem para uma busca incansável para ganhar e gastar, o que menos importa é o meio ambiente. Os centros urbanos se localizam sobre cursos d’água, córregos, lagos e rios. Os resíduos e lixos são encontrados nos recursos hídricos, apenas, devido ao descarte de forma inadequada pelos cidadãos, que são transportados e poluindo o solo, água e ar. Os estudos desenvolvidos nesta pesquisa objetivam identificar e discutir os impactos da poluição na Bacia Hidrográfica do Córrego Imbirussu, causados pelo descarte irregular de resíduos, e elencar ações desenvolvidas na região e quais ainda são necessárias, para esses problemas sejam dirimidos. Esta Bacia está localizada na Região Noroeste da cidade de Campo Grande nos seguintes bairros: Núcleo Industrial, Nova Campo Grande, Popular, Santo Antônio, Panamá, José Abraão e Núcleo Industrial, bem como parte dos bairros Jardim Aeroporto e Jardim Imá. Foi realizada uma pesquisa bibliográfica e de campo onde se constatou que os córregos Imbirussu e Serradinho estão recebendo lixo e resíduo que deveriam ir para Ecopontos ou reciclagem, como sofás, eletroeletrônicos, garrafas pet, dentre outros. A infraestrutura para o encaminhamento de todos os tipos de resíduos sólidos urbanos já existena capital sul-mato-grossense, bem como ações de educação ambiental que orientam os munícipes na importância de cada um fazer sua parte na responsabilidade compartilhada já prevista em legislações municipais. Ficou visível que falta o envolvimento de todos os moradores da região, dedicação de toda comunidade escolar em desenvolver educação ambiental na prática, de forma multidisciplinar, e empenho da gestão municipal em fiscalizar, apoiar projetos, divulgar informações sobre a situação local, e criar ações conjuntas, para mitigar os problemas encontrados. Um compilado das fotos e vídeos do trabalho de campo está formatado em um e-book que será distribuído nas escolas públicas e privadas da região com objetivo de sensibilizar para mudanças de hábitos e atitudes no cuidado com o meio ambiente.