Título
Aprender a resistir e resistir para aprender: um estudo sobre a educação ambiental que emergem das lutas de atingidos pela indústria do petróleo no Rio de Janeiro.
A partir das lutas socioambientais ocorridas na América Latina e no Caribe e os
processos de espoliação de territórios, formas de viver, culturas, maneiras de se
comunicar e a morte de membros desses grupos sociais, principalmente as suas
lideranças, faz necessário estudos que entendam as práticas sociais e os processos
educativos que emergem dessas lutas, antes que os mesmos desapareçam para sempre
com os seus líderes e participantes. O objetivo geral dessa tese foi analisar as práticas
pedagógicas, processos educativos e a educação ambiental que emergem das lutas
sociais em torno do FAPP-BG. E os objetivos específicos foram: Descrever os
territórios e as práticas sociais pedagógicas e os processos educativos ambientais que
emergem das lutas socioambientais do FAPP-BG; Analisar as concepções dos sujeitos
históricos militantes do FAPP-BG sobre os saberes construídos através das práticas
sociais vivenciadas e analisar as especificidades e particularidades da educação
ambiental (EA) que emergem das lutas e dos processos sociais pedagógicos destas.
Com base na técnica de Análise de conteúdo foram selecionados 7 participantes desse
Fórum que foram entrevistados de forma semi-estruturada. Além disso, levantamos os
documentos e produções audiovisuais dos movimentos sociais anteriormente
explicitados com o objetivo de conhecer e analisar os processos educativos emergentes
dessas atividades. A pesquisa revelou as seguintes categorias de análises: racismo e
oprimido ambiental; sujeito da terrexistência, territoriania e a EA desde el sur. Essa EA
outra é territórial, indicando que as territorialidades publicizam a necessidade de um
território-mundo, suleando o horizonte, em dialogo com o pensamento crítico latinoamericano
e da decolonialidade, exaltando a sociogeobiodiversidade dos territórios, a
sua pluralidade de maneiras de senti-pensar e de re-existir, propiciando um novo
patamar nas lutas socioambientais dos sujeitos da terrexistência que resistem e reexistem
mais pela instituição da policultura da mente e do viver dos sujeitos da
terrexistência em busca da sua territoriania.