Título
A importância da literatura infanto-juvenil como instrumento formador de reflexão para a educação ambiental
A Educação Ambiental (EA) tem como um dos objetivos formar cidadãos críticos, que consigam lutar por seus direitos e entender seus deveres, que compreendam a importância das relações interpessoais e preservação do meio cultural e ambiental. Numa concepção de EA transformadora, a educação escolar é um ambiente de mudança social, onde ocorre uma transformação associada aos valores, aos padrões cognitivos, à ação política democrática e às relações econômicas. Embora não seja a única responsável por isso, a escola prepara as novas gerações para os desafios do mundo, pois pode e deve contribuir para a formação e o estímulo da criticidade do cidadão e conscientização da população para os problemas socioambientais. Acrescenta-se a isso a leitura, que tem um papel importante na formação do sujeito, pois contribui para sua construção reflexiva e transformadora, visto que, a criança ao ser inserida no mundo da leitura, faz descobertas e posteriormente amplia a compreensão de si e do mundo que a cerca. Desse modo, objetivou-se produzir três livros (coleção) de literatura infanto-juvenil com temáticas amazônicas e temas ambientais ligados à região para o incentivo da formação de alunos reflexivos e com práticas sustentáveis. Foi utilizada uma metodologia qualitativa, com abordagem exploratória e descritiva além da pesquisa bibliográfica e documental que subsidiarão a elaboração e produção dos livros infanto-juvenis. Foi realizada leitura dos trabalhos encontrados e posteriormente enfatizado seus principais resultados em conjunto com as histórias elaboradas da coletânea proposta. Ressalta-se que por meio da literatura levantada, que a Educação Ambiental realmente transformadora não se preocupa nem prioriza os conteúdos a serem passados (“ambientais”), mas sim, trabalha com a construção de novos valores éticos, estéticos e uma concepção de produção e trabalho mais próxima do modo de fazer artístico do que as ideias hegemônicas de produtividade. Nesse sentido, a arte possibilita um diálogo com os valores e visões de mundo que ela traz.