Título

Sobre Presenças e Ausências na Educação Ambiental Crítica.

Programa Pós-graduação
Educação Ambiental
Nome do(a) autor(a)
Alana das Neves Pedruzzi
Nome do(a) orientador(a)
Elisabeth Brandao Schmidt
Grau de Titulação
Doutorado
Ano de defesa
2019
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Esta tese trata de pesquisa desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-graduação em Educação Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande – FURG com o objetivo de problematizar a tradição de radicalidade proposta por Marx e incorporada pela Educação Ambiental Crítica. Foram elencados cinco objetivos específicos: I - Sustentar a dúvida como motor da crítica filosófica e apresentá-la enquanto categoria metodológica prioritária do estudo; II - Apresentar as principais ideias discutidas pelos autores da Educação Ambiental Crítica; III - Destacar os fundamentos marxianos e marxistas das perspectivas sustentadas pelos autores da Educação Ambiental Crítica; IV - Debater sobre a categoria de trabalho com vistas à compreensão da necessidade de um alargamento no horizonte temporal da Educação Ambiental Crítica; V - Evidenciar a necessidade de incorporação de um locus teórico oriundo da classe trabalhadora. A pesquisa foi orientada pela seguinte questão: Como a Educação Ambiental Crítica pode incorporar a tradição de radicalidade proposta no constructo marxiano? Metodologicamente, foi organizada como um estudo de cunho bibliográfico, delimitado a partir de duas fases: I - fase diagnóstica, onde foi desenhado um panorama teórico dos pressupostos da tese; e II - fase afirmativa, onde foram reunidos os argumentos componentes da tese. No intuito de tecer os argumentos à sustentação da tese: Para que a Educação Ambiental Crítica reafirme a radicalidade marxiana é necessário alargar o horizonte temporal de sua crítica e situar sua produção teórica a partir do Nó que constitui a classe trabalhadora, dialogamos com autores como Marx, Lukács, Mészáros, Davis, Saffioti, Loureiro, Guimarães, Layrargues, Tozoni-Reis e outros. A realização desta pesquisa propiciou a compreensão de que é essencial a radicalização crítica da perspectiva de Educação Ambiental que, com o pensamento marxiano, afina-se. Esse movimento propicia a abrangência das dinâmicas do Sociometabolismo do Capital e do seu desenvolvimento fundado em pilares de expropriação/apropriação/dominação de grupos historicamente subalternizados, o que propicia a constituição de um locus teórico da Educação Ambiental Crítica oriundo do Nó que constitui a classe trabalhadora.


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