Título

O Programa Terra Limpa de educação ambiental: a tradução da política municipal de educação ambiental de Balneário Camboriú

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Ananda Nocchi Rockett
Nome do(a) orientador(a)
Valeria Silva Ferreira
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2018
Dependência Administrativa
Privada
Resumo

A presente pesquisa desenvolvida no contexto do Grupo de Pesquisa Educação, Estudos Ambientais e Sociedade (GEEAS) – Linha de Pesquisa: Práticas Docentes e Formação Profissional - do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI, teve como foco as ações de Educação Ambiental desenvolvidas pelo Programa Terra Limpa – Educação Ambiental (PTL), em Balneário Camboriú-SC. O objetivo geral foi compreender como o referido Programa traduz a Política Municipal de Educação Ambiental, no desenvolvimento de ações para a formação de um sujeito responsável ambientalmente. Especificamente, pretendeu-se reconhecer e interpretar nas falas dos sujeitos e nos documentos, o que é o PTL e como se dá o planejamento e o desenvolvimento das ações de Educação Ambiental; compreender a concepções de estudantes quanto ao desenvolvimento de ações de Educação Ambiental pela escola e pelo Programa Terra Limpa; reconhecer os referenciais teóricos que fundamentam as práticas do Programa Terra Limpa; compreender a concepção das educadoras ambientais quanto aos obstáculos e avanços do Terra Limpa, considerando as linhas de atuação estabelecidas na Política Municipal de Educação Ambiental. Os diálogos sobre EA e consumo aconteceram com o apoio de autores como Freire (1996), Boff (1999), Sauvé (2015, 2013 e 2016), Bauman (2008), Leonard (2011) e Layrargues (2002), entre outros. A hermenêutica foi escolhida para orientar o caminho da interpretação dos dados gerados durante a pesquisa, e a metodologia que a secundou foi a Análise Textual Discursiva (ATD). A partir da interpretação dos documentos, percebeu-se que há a inclusão de temas como consumo consciente, resíduos sólidos e reciclagem. Pôde-se depreender, das concepções dos sujeitos, que o consumo não pode ser justificado pelo fato de que o resíduo vai ser recolhido pela coleta seletiva e encaminhado corretamente para a reciclagem. Outra concepção que emergiu das entrevistas, relaciona a EA com o respeito pelo meio ambiente, pelos seres vivos e não vivos, e que está diretamente relacionada aos valores de cada ser humano. Entre as concepções sobre o PTL, pode-se depreender que os sujeitos que desenvolvem as ações do PTL traduzem a PMEA como uma forma encontrada para garantir a permanência do PTL no município. A partir do presente estudo, compreende-se que o PTL está no percurso para traduzir a Política Municipal de Educação Ambiental (PMEA), embora parcialmente e com dificuldades, pois para o desenvolvimento das ações, muitos fatores estão envolvidos. Dentre estes: a pouca ou falta de disponibilidade de recursos financeiros; a dependência da vontade de gestores que estão à frente das Secretarias que dividem a responsabilidade pela gestão do PTL e da PMEA, de fornecer maior apoio; a disponibilidade de professores para trabalharem no PTL é insuficiente; o pouco investimento na formação para as Educadoras Ambientais do PTL; a necessidade de entendimento da PMEA e a clareza do que é o PTL, de parte dos gestores que estão à frente da gestão das políticas de educação e meio ambiente no município. A partir da compreensão dessas afirmações, é lícito afirmar, que o PTL é uma política pública colocada em prática no município, e que por meio dele a sociedade e o governo podem elencar os problemas e traçar estratégias para solucioná-los.


Classificações

Contexto Educacional
Modalidades