Título
Contribuições da educação ubíqua para a sustentabilidade: construindo uma educação universalizante e sustentável Curitiba 2018
A percepção humana do mundo, a partir do o advento da computação, mudou
radicalmente, mas a pervasividade da informação, consequência da evolução
computacional, aparentemente, resultará em uma nova disrupção social catalisada
pelos jovens. Esta mudança reflete-se nas expectativas dos educandos por
pedagogias inovadoras. Grandes infraestruturas escolares com dezenas de salas de
aulas e bibliotecas abarrotadas de publicações bem como as tradicionais barreiras
socioeconômicas de acesso a conteúdos de qualidade podem estar em vias de
extinção. Este movimento de digitalização, crescente não apenas na educação, como
nas demais atividades humanas, embora inexorável, não é um bem em si, há riscos
importantes envolvidos. Este estudo identifica quais ações tomadas, durante este
processo de evolução da tecnologia inserida na educação, conduzem à relação mais
positiva para o meio ambiente, à sociedade e à economia. Pesquisa bibliográfica, em
publicações multidisciplinares, que incluíram ciências ambientais, jurídicas, biológicas
e engenharia, foi o método escolhido para subsidiar a proposição de ações de
mitigação em direção a sustentabilidade da educação ubíqua. Na dimensão
socioeconômica da sustentabilidade foram identificados riscos ligados a relação do
jovem com a tecnologia e a divisão digital, que potencializa as diferenças econômicas
no afã de elimina-las. No aspecto ambiental, a pesquisa indicou que reuso de
computadores, sob determinadas condições de contorno, e aquisição de
equipamentos de baixo consumo, operados por aplicações mais simples e projetados
de forma a considerar facilidades de manutenção podem reduzir em até 76% os
impactos ambientais em relação as alternativas tradicionais de equipamentos para
acesso a conteúdos ubíquos. Sequente avaliação empírica destas duas alternativas
sustentáveis demonstrou sua operacionalidade e satisfação dos usuários.