Título

Sonhando o sono: ecoturismo e protagonismo comunitário na Praia do Sono (Paraty/RJ)

Programa Pós-graduação
Ecoturismo e Conservação
Nome do(a) autor(a)
Mayara Almada Horta Jaeger
Nome do(a) orientador(a)
Daniel Fonseca de Andrade
Grau de Titulação
Mestrado Profissional
Ano de defesa
2018
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

A Praia do Sono é uma área natural protegida, território de uma comunidade tradicional caiçara, localizada na Península da Juatinga, em Paraty, Rio de Janeiro. Os povos e comunidades tradicionais possuem, historicamente, valores de cuidado com a natureza e relações socioambientais diferentes das sociedades urbanas ocidentais. Essas comunidades, em geral, sofrem duramente os impactos negativos dos avanços do modelo de desenvolvimento hegemônico e são esses modos de vida que vêm sendo desconsiderado pela visão dominante. A Praia do Sono representa um nítido exemplo de localidade com comunidade tradicional em contato crescente com o processo de globalização. A comunidade do Sono já enfrentou e ainda enfrenta diversos conflitos e ameaças, envolvendo disputas pela posse e uso da terra, o turismo, a especulação imobiliária e as unidades de conservação. No entanto, hoje, o turismo é uma realidade na praia e é uma grande fonte de renda para a população local. Tem se mostrado como um caminho viável para a conservação da sociobiodiversidade. Acredita-se que a invisibilidade construída sobre essa população deva se transformar em uma narrativa emergente e que o ecoturismo é uma possibilidade de caminho real para isso. O presente trabalho pretende colaborar para a construção e divulgação de conhecimentos sobre o
turismo e a organização comunitária na Praia do Sono. O protagonismo dos povos e comunidades tradicionais, a conservação ambiental e o fortalecimento da consciência ambiental são elementos que permeiam a pesquisa. Por isso, o presente trabalho, aborda relações entre a comunidade caiçara, ecoturismo, turismo de base comunitária, organização comunitária, ciências ambientais e narrativas emergentes. Considero que o ecoturismo pode ser uma forma de se valorizar a cultura caiçara e os modos de vida tradicionais; de denunciar os conflitos e fortalecer
a comunidade. Além disso, consiste em uma possibilidade de manter viva a lógica do cuidado. Pode colaborar para a mudança de percepção ambiental da parcela urbana que frequenta a praia e contribuir para o fortalecimento de outra narrativa de mundo.


Classificações

Contexto Educacional