Título

Cartografia das práticas discursivas do movimento ambientalista universitário: olhares, reflexões e experiências na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Programa Pós-graduação
Desenvolvimento e Meio Ambiente Ufpi-Ufrn-Fufse-Uesc-Ufpb/jp-Ufersa
Nome do(a) autor(a)
Celeste Dias Amorim
Nome do(a) orientador(a)
Milton Ferreira da Silva Junior
Grau de Titulação
Doutorado
Ano de defesa
2018
Dependência Administrativa
Estadual
Resumo

Este estudo objetiva cartografar os alcances e os limites das práticas discursivas ambientalistas para o mapeamento e a constituição de uma rede socioambiental na UESB. Para tanto, compreendem-se como práticas discursivas ambientalistas os modos de dizer, ou seja, as ideias e afirmações sobre a questão ambiental e dos modos de existir, isto é, as estratégias e ações desenvolvidas voltadas a socioambiental. Nesse caso, para atender à especificidade e à abrangência da pesquisa, foi utilizada a estratégia metodológica da cartografia com base nos estudos de Bruno Latour, Gilles Deleuze e Félix Guattari. Propôs-se realizar um mapeamento no território da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia amparado pela Teoria de Rizoma e a Teoria Ator Rede para seguir os actantes no movimento simultâneo de dentro e fora das práticas discursivas. Nesse mapeamento, identificaram-se como discursos mais frequentes o da Educação Ambiental, do Desenvolvimento Sustentável, da Agroecologia, da Sustentabilidade, da Ambientalização e da Produção do Conhecimento. Esses são disseminados nas práticas discursivas de forma unitária ou associados um ao outro, numa conjugação de discurso para justificar uma prática. Da mesma forma, percebe-se que esses discursos são empregados para desenvolver finalidades específicas, tais como: gestão de resíduos sólidos, reciclagem, economia, gestão ambiental, sensibilização, conservação da flora e da fauna, participação, responsabilidade, busca de religação do saber, controle de poluentes, inserção curricular, resgate dos saberes tradicionais, questionamento do pensamento ocidental (ciência, modernidade), proteção de nascentes, reflorestamento, desenvolvimento local e decrescimento. Os discursos assumidos pelas práticas discursivas dos actantes universitários promovem a essas rotulações dentro do campus, por serem compreendidos e identificados como, por exemplo, o grupo da Educação Ambiental, o grupo da Agroecologia e, assim, sucessivamente. O fato é que a instituição não tem um programa socioambiental institucionalizado que abarque todos esses discursos e fomente as práticas discursivas, o que abre nos campi universitário a disputa de espaço focado nas relações de micropoder, e, por isso, nos grupos, há pouca ou nenhuma interação. Por outro lado, é a ação isolada desses grupos, os quais, quando percebidos de forma conjunta de fios soltos que, por vezes, conectam-se, que dá à instituição a ideia inicial de emergência de uma rede socioambiental que provoca dobra, ou seja, que explica/traduz o território da UESB, representando, assim, o movimento ambientalista universitário uesbiano que hoje não tem um discurso ambientalista da UESB e sim grupos que desenvolvem suas práticas discursivas sobre o discurso ambientalista na UESB.


Classificações

Contexto Educacional
Modalidades
Modalidade: Regular