Título

Educação ambiental no curso técnico em meio ambiente integrado ao nível médio (IFMT/campus Bela Vista): percepção dos professores

Programa Pós-graduação
Educação - Processos Formativos e Desigualdades Sociais
Nome do(a) autor(a)
Paulino Ferreira Filho
Nome do(a) orientador(a)
Helena Amaral da Fontoura
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2018
Dependência Administrativa
Estadual
Resumo

FERREIRA FILHO, Paulino. Educação ambiental no curso técnico em meio ambiente
integrado ao nível médio (IFMT/campus Bela Vista): percepção dos professores. 2018. 130 f.
Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Formação de Professores, Universidade
do Estado do Rio de Janeiro, São Gonçalo, 2018.
Considerando que os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia têm dentre
suas finalidades e características preservar o meio ambiente, entendemos a importância por
compreender como a EA tem sido abordada nos mais diversos cursos da Instituição. O
presente trabalho traz um estudo sobre como a Educação Ambiental (EA) é contemplada no
Curso Técnico em Meio Ambiente Integrado ao Nível Médio, IFMT/Campus Bela Vista.
Levantamos dados sobre a formação dos professores em EA, da formação inicial e continuada,
e na maneira como os mesmos compreendem seu trabalho em sala de aula referente a tal
assunto. Adotamos aqui uma vertente Crítica de EA, na qual o sujeito é chamado a assumir
suas responsabilidades com a natureza. Trata-se de uma pesquisa qualitativa cujos dados
foram analisados pelo método da Tematização de acordo com Fontoura (2011). Inicialmente
aplicamos, com objetivo de levantar dados pessoais e profissionais dos participantes, um
Questionário de Caracterização Docente, em um Curso que estava em fase de implantação
com 03 turmas semestrais vigentes em 2017/1. Já a 2ª etapa foi realizada com um
levantamento dos Planos de Ensino, com objetivo de levantar termos que remetessem as
questões ambientais. Em relação ao Questionário de Caracterização Docente, observamos a
ocorrência de 34 disciplinas obrigatórias, ministradas por um total de 29 professores, que de
forma unânime, participaram da pesquisa. Observamos que 22 professores, cada qual à sua
maneira, teve um momento de formação em EA. Já em relação aos Planos de Ensino,
recebemos um total de 31 Planos de Ensino das 34 disciplinas e observamos termos referentes
à EA em 14 deles. O tema importância do recurso água foi o mais recorrente. Concluímos
assim que alguns professores trabalham EA, mas no discurso de alguns não houve ainda uma
apropriação do que venha a ser isso. Talvez por julgar que não seja algo específico de sua
disciplina afirmam que não abordam, mas concordam que a responsabilidade por trabalhar o
assunto seja de todos. O interessante é que esse trabalho em sala de aula já ganhou espaço em
documentos norteadores do trabalho docente, como os Planos de Ensino. No nosso
entendimento isso revela uma grande clareza e necessidade sobre essa questão. Para os que
relatam nunca ter tido qualquer formação em EA faz-se premente a necessidade de formas de
criar esse vínculo. Isso pode se dar através do incentivo à formação continuada, na oferta de
cursos das mais variadas formas e carga horária além do estímulo ao trabalho interdisciplinar,
seja entre docentes de um mesmo curso ou de cursos diferentes. Concluímos que os
professores abordam a EA em seu cotidiano, alguns de forma disciplinar; outros já
conseguiram desenvolver laços interdisciplinares. Por motivos não explicitados totalmente,
alguns professores não se assumiram ainda como educadores ambientais.


Classificações

Contexto Educacional
Modalidades
Modalidade: Regular