Título

Os processos críticos-colaborativos em educação ambiental na formação continuada de professor@s contextualizada para o semiárido paraibano

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Hugo da Silva Florentino
Nome do(a) orientador(a)
Francisco Jose Pegado Abilio
Grau de Titulação
Doutorado
Ano de defesa
2018
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

A proposta desta tese é discutir sobre os processos críticos-colaborativos na Formação de Professor@s em Educação Ambiental (EA), tendo como objetivo geral investigar a inter-relação entre processos críticos-colaborativos em EA e a produção de conhecimentos e práticas contextualizadas para o Semiárido. Desta forma, defendemos a tese que "os processos críticos-colaborativos na formação continuada de professor@s possibilitam uma nova percepção de mundo que, ao (re)aproximar o pensar e o agir numa relação transdisciplinar, supera as dicotomias que impedem a corporificação de uma EA contextualizada para o Semiárido". Na validação da tese buscamos a metodologia da "pesquisa-ação crítico colaborativa" associada com os pressupostos epistemológicos da teoria freireana e moriniana articulada e complementada pela educação transdisciplinar e contextualizada para o Semiárido, como forma de despertar o pensar articulado pela transcendência no agir. Deste processo, participaram 25 professor@s que lecionam do 4º ao 9º do Ensino Fundamental de escolas públicas de Santa Helena, Semiárido paraibano. Os resultados revelaram um saber (percepção) docente centrado na epistemologia conservacionista e/ou pragmática, marcada por limites de natureza teórica, prática e relacional, provavelmente influenciado pelo paradigma tradicional moderno vivenciado nos processos formativos (inicial e continuado) que fragmenta as dimensões do sujeito e da realidade. Por outro lado, com a realização da pesquisa-formação, observamos a composição de um cenário de práxis crítica e relacional entre @s professor@s na compreensão (reflexão) e na intervenção (ação) nas escolas onde ensinam e, assim, sugerindo que processos formativos críticos-colaborativos podem estimular um redimensionamento do ser na sua relação cognoscente com a realidade multidimensional (social, cultural, políticas, histórica, ética e ambiental) vivenciada. Portanto, mesmo não se tratando de uma resposta definitiva ou mesmo uma receita a ser seguida, a materialização de uma EA crítica, emancipatória e transformadora necessita, fundamentalmente, da reflexão crítica e da participação coletiva e transdisciplinar para que possa se legitimar e conduzir os atores sociais (professor@s) a (re)perceber os paradoxos e ambivalências existente na relação ser humano, sociedade e ambiente e, assim, transformá-la, o que não pode ser confundida com práticas extensionistas pragmáticas ou de substituição/complementação de conteúdos curriculares, mas, que conduzam a um processo de reflexão e aprendizagem (produção de saber) crítica, intencional, colaborativa, relacional, contextualizada e complexa.


Classificações

Contexto Educacional
Modalidades
Modalidade: Regular