Título
Ciência itinerante: a extensão motiva a construção do aprendizado: uma vivência dos alunos do colégio estadual Professor Francisco Portugal Neves, Imbariê, Duque de Caxias
Esta pesquisa propõe mostrar a relevância de espaços não formais para o trabalho com a Educação Ambiental (tema transversal definido pelo MEC nos PCN, além da Lei da Educação Ambiental, que torna obrigatória a sua aplicação). Há uma grande dificuldade em inserir esse tema nas aulas, pois a preocupação é cumprir o currículo, e quando é trabalhado, ocorre de forma superficial, descontextualizada, com projetos ou eventos curtos na escola. Através de um produto educacional voltado para alunos de sexto ano do Ensino Fundamental, na Rebio Equitativa, um espaço não formal em Duque de Caxias, Baixada Fluminense (RJ), onde esses conteúdos serão abordados, busca-se uma nova concepção de respeito ambiental, podendo ser vivenciado por alunos das escolas locais. O referido produto é composto por uma sugestão de roteiro de aula de campo, além de um vídeo e uma cartilha. Na metodologia de validação foram usados questionários com perguntas abertas e fechadas antes e após a aula de campo, assim como a análise de desenhos realizados também antes e após a aula de campo. Observou-se na análise dos resultados que, após a aplicação desse produto educacional, os alunos conseguiram ter uma visão mais respeitosa pela natureza, realizando uma reflexão voltada para a mudança do comportamento. A escola se mostra um agente transformador da cultura e principalmente da conscientização diante dos problemas ambientais a partir da realidade local, e que é capaz de formar pessoas conscientes de que fazem parte do meio ambiente e que, sendo dotadas de capacidade de raciocínio, tem condições para interferir nesse meio de diferentes formas.