Título

A Educação Ambiental e sua produção científica: Tensionamentos, relações de força e produção de verdades

Programa Pós-graduação
Educação Ambiental
Nome do(a) autor(a)
Lorena Santos da Silva
Nome do(a) orientador(a)
Paula Correa Henning
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2018
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Esta dissertação de Mestrado, teve por foco principal os fundamentos filosóficos e epistemológicos da Educação Ambiental. Para refinar, o problema de pesquisa, compôs-se a seguinte questão: Como o campo de saber da Educação Ambiental, em especial os seus fundamentos filosóficos e epistemológicos, se constitui no Grupo de Trabalho (GT22) das reuniões científicas da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (2003 – 2015)? Tendo, majoritariamente, por aporte teórico e metodológico os estudos de Michel Foucault, esta pesquisa amparou-se nas ferramentas analíticas de problematização, documentos como monumentos e suposição de que os universais não existem. O recorte do material empírico considera trabalhos aceitos no GT 22, desde sua criação até o ano de 2015, que têm por objetivo mote discutir os fundamentos epistemológicos e filosóficos da Educação Ambiental. Chegou-se ao número de trinta e nove (39) pesquisas, considerando dois grupos de teorizações mais recorrentes: as teorias críticas em educação, com vinte e seis (26) trabalhos e as pós-críticas em educação, com treze (13) trabalhos. Com os mapeamentos em outros portais de busca, realizou-se o exercício de problematização, dos ditos mais recorrentes entre as produções científicas voltadas à Educação Ambiental, para provocar a solidez das verdades que fabricam esse campo de saber enquanto crítico, emancipatório e transformador. O movimento analítico do corpus empírico deslindou-se para um outro caminho que possibilitou enxergar as potências e divergências entre as teorias críticas e pós-críticas, nos modos de compreender a Educação Ambiental. Mapeou-se três abordagens em cada conjunto de trabalhos, entre as pesquisas de cunho crítico, constatou-se a recorrência dos conceitos de interdisciplinaridade, emancipação e transformação, já no grupo pós-crítico os conceitos de discurso, poder e resistência fizeram-se mais presentes. No contraste das concepções de transformação e resistência, evidenciou-se entre ambas as teorias a vontade de mudança, o desejo de constituir a Educação Ambiental em um campo político de luta social. Com as análises, foi possível enxergar que o pensamento múltiplo que se produz no âmago da diferença fortalece a politização do campo de saber, criando espaços para Educações Ambientais possíveis.


Classificações

Contexto Educacional