Título

Revisitando Spix e Mrtius: possibilidade para o geoturismo no catarse

Programa Pós-graduação
Geografia - Tratamento da Informação Espacial
Nome do(a) autor(a)
Marcella Cristiane Amaral Scotti
Nome do(a) orientador(a)
Luiz Eduardo Panisset Travassos
Grau de Titulação
Doutorado
Ano de defesa
2017
Dependência Administrativa
Privada
Resumo

As expedições de viajantes e naturalistas pelo Brasil no século XIX foram essenciais no sentido de retratar o carste e as cavernas ao longo dos caminhos percorridos. Tais relatos contribuíram como um precioso registro histórico e geográfico dessas regiões que pode ser utilizado como recurso para o desenvolvimento do geoturismo. Esse segmento tem como proposta tornar acessível ao visitante o conhecimento geológico de um sítio, visando utilizá-lo como instrumento de interpretação e educação ambiental e promover a preservação do patrimônio. Sendo assim, como objetivo geral propõe-se investigar de que forma as descrições realizadas por Spix e Martius podem contribuir para o desenvolvimento do geoturismo em regiões que possuem o carste como embasamento geológico. Para atingir o objetivo geral, foram selecionados os seguintes objetivos específicos: verificar como o carste e as cavernas são identificados na obra de Spix e Martius; avaliar o potencial de desenvolvimento do geoturismo nas áreas mencionadas por Spix e Martius, a partir da avaliação dos sítios da geodiversidade; e levantar as potencialidades e limitações da utilização das descrições de Spix e Martius como recurso para o uso geoturístico dos sítios. Para alcançar os objetivos, foi necessário realizar pesquisa bibliográfica, pesquisa documental, trabalho de campo e análise da geodiversidade dos sítios com base em Brilha (2015). A apresentação dos resultados consistiu em apresentar os relatos de Spix e Martius desde a partida da Áustria até chegar ao Brasil e realizar o trajeto do Rio de Janeiro ao Amazonas entre 1817 e 1820, e a avaliação da geodiversidade dos quatro sítios selecionados para o estudo - Caverna de Postojna (Eslovênia), Gruta da Nossa Senhora da Conceição da Lapa (Antônio Pereira - Ouro Preto/MG), Lapa Grande (Montes Claros) e Gruta de Bom Jesus da Lapa (Bom Jesus da Lapa/BA). A análise apontou a Lapa Grande como a caverna com maior potencial para explorar as descrições dos naturalistas como recurso para o uso geoturístico do sítio.


Classificações

Contexto Educacional
Data de Classificação:
22/08/2022