Título
Águas urbanas: áreas de preservação permanente (APPs) do Rio Poxim em Aracajú/SE
As Áreas de Preservação Permanente - APPs - são regulamentadas pela Lei Federal no 12.651 de 25/05/2012 e devem ser alvo de preocupação, no processo de planejamento urbano, devido à importância das mesmas para a qualidade da vida da população e manutenção de alguns ecossistemas, tais como dunas, manguezais e restingas. Esse estudo objetivou avaliar a sustentabilidade socioambiental das Áreas de Preservação Permanente do rio Poxim, em Aracaju/SE. A escolha do recorte espacial da pesquisa deu-se em virtude das APPs desse rio serem margeadas por bairros populosos e que impactam diretamente o rio Poxim. Os bairros são: Jabotiana, Inácio Barbosa, Jardins, Coroa do Meio, Farolândia e São Conrado. Para a construção desse estudo, partiu-se do método estruturalista a partir do modelo P-E-R (Pressão- Estado-Resposta), sendo a metodologia seccionada em três etapas: documental, visitas técnicas e sistematização de dados, comportando diversos procedimentos metodológicos, desde a coleta de dados primários e secundários, em distintas fontes, incluindo visitas in loco, registro fotográfico e observação da paisagem, finalizando com a confecção de cartogramas e análise das informações. Os resultados estão apresentados através de textos, mapas, quadros, e fotografias, buscando-se responder a hipótese e as questões levantadas; além de compreender a situação existente da área de estudo para, posteriormente, apresentar diretrizes que possam contribuir com a sustentabilidade ambiental, econômica e social dos trechos pesquisados. Entende-se que é necessário avaliar estas áreas, pois estas são responsáveis por contribuir com a qualidade de vida e bem-estar da população, além de participar na regularização dos serviços ecossistêmicos. Dentre os resultados, destaca-se que 15% da faixa das APPs do recorte espacial encontram-se ocupadas, sendo: Jabotiana (13%), Inácio Barbosa (42%), Jardins (5,88%), Coroa do Meio (11,91%), Farolândia (7,29%) e São Conrado (10,90%). Destaca-se que 6,43% são áreas protegidas pelo município; 2,52% são áreas voltadas a praças e parques; e 0,61% é o quantitativo direcionado aos órgãos municipais, voltados ao meio ambiente. As maiores fragilidades das áreas de estudo são: a ocupação em áreas de APPs; poucos Espaços Livres públicos voltados às práticas sociais; ausência de manutenção das áreas de lazer e recreação existentes; efluentes lançados diretamente no rio Poxim; e pouca ou inexistência de fiscalização e sinalização para proteção de áreas frágeis ambientalmente, dependendo do trecho. Como potencialidades, destacam-se as iniciativas (individuais e coletivas) de práticas voltadas à Educação Ambiental. Espera-se que este estudo avance os limites acadêmicos e contribua atuando como plano de ação na criação e execução de políticas públicas voltadas às APPs do Rio Poxim e seu entorno.