Título

Tradição quilombola e ciência: Desvendando o “Mangue de Pedra” da Rasa, Armação dos Búzios- RJ.

Programa Pós-graduação
Educação, Gestão e Difusão em Biociências
Nome do(a) autor(a)
Fernanda de Moura Borges
Nome do(a) orientador(a)
Danilo Ribeiro de Oliveira
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2020
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Armação dos Búzios (RJ) é uma cidade com economia baseada no turismo e passa por um processo de urbanização que ameaça, dentre outros ecossistemas, o Mangue de Pedra na Rasa, objeto deste estudo, que está intimamente relacionado com a história e tradição da comunidade quilombola da Rasa. Este trabalho reuniu os conhecimentos científicos (por meio de levantamento bibliográfico) e tradicionais (por meio de entrevistas com quilombolas e observação participante) além de dados sobre a representação ambiental de estudantes do Ensino Médio do Colégio Municipal Paulo Freire (obtidos a partir de questionários) sobre o ecossistema Mangue de Pedra, localizado no bairro Arpoador em Armação dos Búzios - RJ, para embasar práticas de educação ambiental crítica. Os estudos científicos se concentram na área da Geologia e explicam a especificidade deste manguezal sem rio, bem como a importância da conservação dos ecossistemas associados. O Mangue de Pedra está inserido na APA Mangue de Pedra, uma unidade de conservação de uso sustentável, que não garante a proteção integral do ecossistema e dos costumes associados a ele, sendo a Reserva de Desenvolvimento Sustentável uma alternativa mais viável. O local faz parte da memória da comunidade quilombola da Rasa e guarda costumes que se ressignificam até hoje, como a coleta de animais com nomes populares próprios da localidade, em uma lógica de proteção, feito principalmente por mulheres. A divulgação desses conhecimentos é urgente e contribui para a construção da identidade quilombola, ajudando a mobilizar para a luta pela titulação das terras e por outros direitos. A escola é a maior responsável pela divulgação dos conhecimentos científicos sobre o Mangue de Pedra aos estudantes, transmitindo a importância de sua conservação devido a sua raridade, mas não consegue sozinha atender a todos os estudantes de forma aprofundada: a maioria não conhece as características físicas, biológicas e culturais do local. Atividades de educação ambiental crítica, realizadas dentro ou fora da escola, podem atingir estudantes e suas famílias, incluindo a divulgação dos conhecimentos tradicionais, o que contribui para a luta pela conservação do Mangue de Pedra e pela valorização da tradição quilombola.


Classificações

Contexto Educacional
Modalidades
Modalidade: Regular
Data de Classificação:
22/08/2022