Título
A perspectiva crítica de educação ambiental numa escola do interior da Bahia: concepções de professores, da articuladora pedagógica e análise documental dos projetos pedagógicos
O presente trabalho foi realizado com o objetivo de analisar as concepções de professores e da articuladora pedagógica sobre como a Educação Ambiental Crítica (EA Crítica) é articulada na escola e a inserção de sua interface nos projetos pedagógicos desenvolvidos na unidade escolar. A coleta de dados foi realizada em uma escola municipal localizada na cidade de Ipiaú, no interior da Bahia, que atende alunos dos anos finais do ensino fundamental. Constitui-se de uma pesquisa de cunho qualitativo, que utilizou os seguintes instrumentos de coleta de dados: entrevista semiestruturada com professores e articuladora pedagógica, e análise dos projetos realizados na escola nos últimos 04 anos. A partir do levantamento desses dados foi efetuada a análise de conteúdo, da qual emergiram significados que foram categorizados. A categoria que se deu como ponto de partida do processo analítico da entrevista foi: Educação Ambiental no contexto escolar, tendo desdobramento em subcategorias: macrotendências político-pedagógicas da Educação Ambiental, EA Crítica e o ensino: relevância e articulação, inovações na prática docente, projetos pedagógicos abordando a EA Crítica, recursos e ferramentas no ensino da EA Crítica e inserção da EA Crítica no planejamento de ensino da unidade escolar. Surgiram também categorias oriundas da análise dos projetos: Educação Ambiental e a mudança de comportamentos e hábitos e Feira de Ciências e interdisciplinaridade. Verificamos que a EA Crítica vem sendo citada de forma similar à EA conservadora e pragmática, em observância com as características de ambas. Os resultados apontam para o desconhecimento dos entrevistados sobre o tema e sobre o planejamento de curso da escola. Sendo assim, conforme falas dos entrevistados, os profissionais das áreas afins, como ciências, por exemplo, deveriam se responsabilizar em maior proporção pela abordagem do tema, alegando a ausência de uma formação adequada para os demais profissionais da educação, fazendo com que essa inserção contribua pouco com uma educação que pretenda ser transformadora, reflexiva e transversal.