Título

Metodologia Estrangeira, Prática Brasileira? Análise das ações da Plant-for-the-Planet no Brasil para o ensino das mudanças climáticas

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Evelyn de Oliveira Araripe
Nome do(a) orientador(a)
Vania Gomes Zuin
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2020
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

O objetivo desta dissertação de Mestrado é analisar de maneira crítica as potencialidades e lacunas da metodologia da organização de origem alemã Plant-for-the-Planet no Brasil para o ensino de mudanças climáticas às crianças e aos jovens brasileiros. Para isso foram entrevistadas por questionário e entrevistas em grupo vinte e nove crianças, adolescentes e jovens que participaram das atividades da organização nas cidades de Araranguá/SC, Mariana/MG e Salvador/BA. Observou-se desde aspectos socioeconômicos do público atendido pela organização, seus conhecimentos prévios sobre as mudanças climáticas antes de participarem das atividades propostas pela Plant-for-the-Planet (denominadas Academias) até o aprendizado adquirido pós-Academia. Entre os resultados, percebeu-se que a maioria dos participantes diz aprender sobre as mudanças climáticas nas aulas de ciências. Fora da escola, eles aprenderam sobre esse tópico principalmente pela televisão e ou em casa através de conversas com seus pais. Mesmo após uma Academia da Plant-for-the-Planet, onde participaram de um plantio florestal, os participantes tiveram dificuldades em nomear espécies arbóreas, recorrendo na maioria das vezes a espécies frutíferas (associação com alimento). O conhecimento dos participantes sobre mudanças climáticas seguiu superficial após a Academia, mas a história do garoto alemão, Felix Finkbeiner, fundador da Plant-for-the-Planet, é memorizada e inspiradora às crianças, adolescentes e jovens participantes. Logo, uma das conclusões é que o uso de modelos a serem seguidos é uma importante ferramenta para ensinar sobre mudanças climáticas. Para isso, propõe-se que seja reforçado o uso de personagens para se ensinar as mudanças climáticas a esse público, mas valorizando também figuras nacionais e/ou próximas à realidade dos participantes. Também, com base nos dados, propõe-se um trabalho mais incisivo no ensino sobre as espécies arbóreas, sendo as agroflorestas no entorno das escolas uma opção para o aprendizado contínuo e reflexivo sobre as questões relacionadas à educação climática.


Classificações

Contexto Educacional
Data de Classificação:
22/08/2022