Título

O mapa social: o germinar e florescer de uma metodologia participativa e decolonial

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Aleth da Graça Amorim
Nome do(a) orientador(a)
Regina Aparecida da Silva
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2020
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Esta pesquisa debruçou-se no estudo dos dez anos (2008-2018) do projeto e da metodologia de pesquisa "Mapa Social", buscou-se conhecer seus aspectos metodológicos, os princípios, as produções acadêmicas e populares, e as possibilidades que essa metodologia oferece enquanto uma proposta participativa e decolonial. Adotou-se o recorte do período de dez anos, que engloba o surgimento da metodologia em 2008 até a entrada da pesquisadora no Mestrado em 2018. Realizou-se uma pesquisa qualitativa de cunho participante com foco nas autonarrativas das pessoas envolvidas nos processos do Mapa Social, evidenciando suas vivências, suas percepções e compreensões de como deslumbram o Mapa Social nas suas comunidades, na sua vida e nas suas pesquisas. Para isso, realizou-se observações participantes e onze entrevistas semiestruturadas. Como também, um levantamento bibliográfico das produções relacionadas ao Mapa Social, nesses dez anos que compreendem o estudo, registrando duas teses de doutorado, quatro dissertações de Mestrado, 03 cadernos pedagógicos, 01 livro e outras publicações. O Mapa Social, desde o seu nascimento junto ao Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte (GPEA) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e seus diversos parceiros, enquanto projeto de pesquisa até a sua consolidação como metodologia de pesquisa, reflete um processo colaborativo. Longe de ser algo pronto e acabado, mas como um lume metodológico de um fazer participativo e decolonial. Traz em si o enraizamento com os princípios da Educação Ambiental Crítica e de Base Comunitária e da Decolonialidade, pois o Mapa Social é um importante instrumento de denúncia e anúncio das chamas da resistência e do reexistir dos povos e comunidades mato-grossenses. Essa metodologia permite denunciar as violações de direitos humanos, os impactos socioambientais, os conflitos, as vulnerabilidades em que se encontram as comunidades. Além de possibilitar a reflexão de temas do cotidiano das comunidades, fomentando um pensar e fazer que reflita as tramas territoriais, os significados comuns e os desafios da sustentabilidade socioambiental do território. O Mapa Social se desdobra em táticas de resistência, subsídio à elaboração de políticas públicas e relatórios de direitos humanos, evidenciando uma Educação Ambiental atuante e comprometida na construção de um mundo mais justo, anunciando a diversidade dos povos, a sua visibilidade e suas lutas.


Classificações

Contexto Educacional
Data de Classificação:
22/08/2022