Título
Educação ambiental como estratégia para a promoção da saúde: o empoderamento discente
A Educação Ambiental (EA) se coloca como um elemento básico para amenizar os problemas socioambientais, ao sensibilizar o ser humano sobre as consequências da exploração desenfreada dos recursos naturais. Na educação brasileira, ela é regulamentada por várias leis que determinam seu caráter interdisciplinar e transversal. Entretanto, esse tema não deve se restringir somente ao meio ambiente físico, mas também a toda a saúde local, já que a saúde da população é reflexo de um ambiente saudável. Portanto, EA e saúde estão intimamente relacionadas. Diante disso, esse trabalho teve como objetivo desenvolver ações educativas com os alunos do 8° ano sobre a produção de lixo e sua relação com os problemas socioambientais vivenciados no município de Cajazeiras-PB. A pesquisa foi realizada adotando-se uma abordagem quantitativa, com o delineamento quase-experimental. Inicialmente, fizeram parte do estudo as duas turmas de 8° ano da E.M.E.I.E.F. Costa e Silva. Para a elaboração do trabalho foram desenvolvidos os seguintes procedimentos: a análise do perfil sociodemográfico dos estudantes; análise do Projeto Político Pedagógico da escola; diagnóstico do conhecimento prévio dos alunos (pré-teste). Após essa análise, uma turma foi escolhida para fazer parte da próxima etapa; a intervenção, a qual foi desenvolvida na perspectiva de três oficinas, vale ressaltar que a turma selecionada era muito agitada, mas os alunos participaram ativamente das aulas. Ao final desse momento, aplicou-se um questionário (pós-teste), com intuito de verificar se houve mudança no conhecimento demonstrado pelos alunos. De acordo com os resultados do pós-teste, constatou-se que a maioria dos alunos (92%) da turma B conseguiram reconhecer que a cidade de Cajazeiras enfrenta graves problemas ambientais, os quais interferem diretamente na saúde da população; 62% dos alunos conseguiram associar o consumo como o principal responsável pela contínua produção de lixo. Apesar de ter sido minoria, é importante ressaltar que nem todos os alunos conseguiram fazer essa associação. Sendo assim, é necessário a continuidade desse debate em sala de aula, para que todos possam aprender um pouco mais sobre o meio onde estão inseridos. Essa continuidade permitirá aos alunos a apropriação de novos conhecimentos necessários para empoderar-se e se tornarem seres promotores de mudanças.