Título

Multiplas dimensões da educação ambiental e agroecologia: interfaces e especificidades na análise dessa relação

Programa Pós-graduação
Educação e Contemporaneidade
Nome do(a) autor(a)
Tereza Verena Melo da Paixão Sampaio
Nome do(a) orientador(a)
Avelar Luiz Bastos Mutim
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2020
Dependência Administrativa
Estadual
Resumo

Esta pesquisa buscou compreender quais as principais interfaces e especificidades entre as Políticas de Educação Ambiental e de Agroecologia a partir do olhar de sujeitos intencionais envolvidos no processo social dessas políticas. A pesquisa é de cunho qualitativo, para efetivação da mesma foi necessário fazer um levantamento das pesquisas já realizadas no que tange à Educação Ambiental e a Agroecologia, buscando assim perceber o que já foi discutido nessas duas temáticas. Utilizamos dois dispositivos: a análise documental observando os pressupostos implícitos nas Políticas da Educação Ambiental e da Agroecologia (dimensão do concebido) e a percepção dos sujeitos a partir também de suas vivências, através de entrevistas semiestruturada, procurando compreender as possíveis inter-relações entre as Políticas de Educação Ambiental e de Agroecologia e suas especificidades. Os sujeitos da pesquisa são atores que estão envolvidos nessas duas políticas (gestores, professores e Movimento social). Para a análise das Políticas públicas e das percepções dos sujeitos, como ponto de partida utilizamos as estruturas elementares formal, substantiva e simbólica das Políticas públicas proposta por Geraldo di Giovanni (2009) interligadas com a compreensão das categorias definidas como concebido, percebido e vivido discutidas por Lefebvre (1991), por David Harvey (2005) e adaptadas para os objetivos da análise de políticas. Como fundamentos teóricos dessa pesquisa, destacam-se a Educação Ambiental, a Agroecologia e as Políticas Públicas. Dialogamos com alguns autores como Caporal (2001, 2004 e 2009), Crivellaro (2008), Giovanni (2009), Gliessman (2005), Han e Hill (1993), Leff (2001), Loureiro (2005, 2006 e 2008), Mutim (2007 e 2018), Sorrentino (1998 e 2005). Deste modo, pela análise das duas políticas e pelas percepções dos sujeitos ficou evidente a necessidade da Educação Ambiental e a Agroecologia estarem interligadas. O trabalho demonstra que se configuram como interfaces dessas políticas os seguintes aspectos: discussão da relação entre sociedade e natureza; ações que garantam repensar os critérios sociais, ambientais, científico-tecnológicos e econômicos nas políticas de desenvolvimento; discussões em torno da alimentação saudável. As especificidades estão relacionadas aos seguintes aspectos: a prática científica; ao campo de saber; às ações realizadas; aos processos educativos (formais e/ou não-formais. Por fim, compreendemos como as vivências nos diferentes espaços considerados para análise com os sujeitos - instituições de ensino, órgãos governamentais e movimentos sociais - são indutoras de aprendizagens à medida que se constituem como formativas, assim como a importância do diálogo entre os sujeitos desses espaços a fim de constituírem redes colaborativas, ações de cooperação e, sobretudo, fortalecer as estratégias educativas formais e não-formais articuladas de Educação Ambiental e Agroecologia. Destacando-se, dessa forma, o papel crucial dos Movimentos sociais e ambientais nos processos de formação dos sujeitos, nas lutas por direitos e consequentemente na formação da agenda de governo, bem como a participação nos processos de avaliação das políticas e na construção de novas estratégias de lutas.


Classificações

Contexto Educacional
Data de Classificação:
22/08/2022