Título
Cartografia dos movimentos de reexistências na universidade: possibilidades de agenciamentos da máquina desejanteambiental
Esta pesquisa busca produzir uma cartografia dos movimentos de reexistências no campus sul da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), ressaltando uma educação ambiental como máquina desejante, que pode produzir subjetivações, promover agenciamentos e criar novas perspectivas de vida e de relações. Indica que o desejo pode ser decolonizador e promover prováveis fluxos desejantes na universidade. Desenvolve a cartografia a partir do acompanhar das redes de conversações cotidianas no campus e na produção de narrativas, problematizando se pode ocorrer um espraiamento dos fluxos desejantes em linhas de desterritorialização/reteritorialização da máquina desejanteambiental. Aposta nas criações coletivas e possíveis revoluções moleculares que podem sugerir a emergência de uma subjetividade ecocomunitária, ao explorar conexões nas comunidades academicolocalrurais e talvez visibilizar as naturezasculturas locais em composições curriculares. Ao pesquisar a composição desses movimentos, buscando o que os potencializava pelo campus, destaca as articulações dos coletivos Kapi'xawa e Kizomba às comunidades. Problematiza que os coletivos podem compor os movimentos de reexistências na busca por desenvolver conexões com as culturas locais, redes de compartilhamento de saberes socioambientais e comunitários, organização de encontros-formação, encontros-evento e mutirões para a comunidade rural, dentre diversas ações que sugerem possibilidades para o atravessamento de uma educação ambiental múltipla e decolonial. Ao tecer possíveis conclusões, defende a tese de que os movimentos pesquisados podem criar reexistências na produção de novas potências de agir, sentir, imaginar e pensar, sugerindo a criação de currículos nômades, que se abrem aos agenciamentos ecocomunitários nas possíveis tentativas de recriar a capacidade de pensar e agir juntos.