Título
Percepções e Significados atribuídos à Floresta Amazônica por Pós-Graduandos de Manaus-AM
Promover interações, seja de cuidado ou não. Esse estudo buscou investigar as percepções e os significados que alunos de pós-graduação stricto sensu em área ambiental (ciências agrárias, biológicas e florestais) atribuem sobre a Floresta Amazônica. Tais interesses perpassam aspectos específicos da beleza e importância de seu ecossistema para o planeta bem como do desenvolvimento desenfreado e dos problemas decorrentes das ações humanas e pela necessidade de conservação e proteção desse território socioambiental, bem como da beleza e importância de seu ecossistema para o planeta. Para se compreender como as pessoas pensam e agem nas suas relações com a floresta, podemos recorrer à Percepção Ambiental (PA). Esse conceito é decorrente das vivências e observações que ocorrem a respeito de um determinado ambiente e é composto pela cognição, afetividade, valores, preferências e significados. A proposta de pesquisa visou analisar quais os olhares desses estudantes sobre a floresta, identificou quais os grandes problemas apontados por eles que ameaçam a continuidade da floresta e o funcionamento efetivo dos seus ciclos tão importantes para todas as formas de vida, além apresentar possíveis medidas de proteção e conservação da Floresta Amazônica. A partir de alguns pressupostos teóricos sobre percepção ambiental que vai de Merleau-Ponty a Yi-Fu Tuan, passando por Fearnside, Higuchi e Nobre quanto às questões relacionadas a floresta propriamente dita, tanto em seu aspecto físico quanto social. Para desenvolver esse estudo foi aplicada a metodologia de abordagem qualitativa, descritiva e exploratória, utilizando-se de um roteiro de entrevista semiestruturada com questões abertas e fechadas alusivas à Floresta Amazônica, aplicação de uma escala social do tipo Likert de Valores Florestais (EVF) com assertivas que apontam um pensamento mais ecocêntrico ou antropocêntrico. Os dados da entrevista foram interpretados através da Análise de Conteúdo (Bardin) e os dados da escala social com a estatística descritiva utilizando o programa Excel. Constatou-se que esses estudantes definem a floresta, sobretudo, como sendo um lugar de possibilidades profissionais e acadêmicas, considerando-a mais em seu aspecto físico do que simbólico. No tocante aos problemas, explicitou-se que são decorrentes de aspectos éticos, relacionados a postura diante dos recursos que a floresta dispõe, ainda acredita-se na finitude dos recursos, da utilização inadequada desses recursos, da construção de grandes empreendimentos sem um planejamento que considere ou concilie com a conservação ambiental, as causas estão relacionadas a má postura do indivíduo, uma vez que é retirado muito mais do que o necessário para viver. Nas consequências foi apontado que a degradação exacerbada implicará muito mais em impactos ao ambiente natural do que na vida humana. Ao relatarem sobre possíveis alternativas de proteção e conservação da floresta, foi salientada a importância de investimentos em educação de base, prioritariamente, consideraram a Educação Ambiental como um instrumento importante nesse processo e criação de políticas públicas em diversos aspectos, sobretudo nas questões socioambientais, além do poder das mobilizações e manifestações sociais como possibilidade de promover transformações em diversos níveis de estruturação social.