Título

Subjetividade na educação ambiental: apontamentos para a formação de professores de biologia

Programa Pós-graduação
Profbio Ensino de Biologia em Rede Nacional
Nome do(a) autor(a)
Raquel de Oliveira Sales
Nome do(a) orientador(a)
Maria Gabriela Parenti Bicalho
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2019
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

A partir da promulgação da Lei no 9.795, que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), a Educação Ambiental (EA) é reconhecida como componente curricular essencial e permanente da educação formal e não-formal no Brasil. Observa-se, a partir da década de 1990, a adoção de uma abordagem pedagógica que considera as reflexões teóricas e conceituais acerca da relação entre natureza e a sociedade. Uma das vertentes dessas reflexões considera a centralidade dos aspectos subjetivos como determinantes da eficácia das propostas de EA. Este trabalho objetivou mapear as referências bibliográficas que sustentam esta perspectiva teórica da subjetividade, na EA, e refletir sobre a aplicação dessa perspectiva na formação de professores de Biologia. Realizou-se pesquisa bibliográfica, utilizando a base de dados Scientific Eletronic Library Online (SciELO) a partir de três conjuntos de palavras- chave: Formação de Professores e Educação Ambiental; Formação de Professores, Biologia e Educação Ambiental; e Educação Ambiental e Subjetividade. Nesta etapa, foi considerado o período de 2008 a 2018. Localizamos 46 trabalhos dos quais 27 abordavam a temática pretendida. Apesar da multiplicidade de abordagens, destacam-se trabalhos com perfis teórico-metodológicos que adotam categorias subjetivas tais como concepções, identidades, sentidos, significados, discursos, percepções, bem como ideias de experiência, sensibilização, reflexão, problematização e transformação dos saberes associadas à realidade socioambiental. Nelas, os professores pesquisados manifestam, predominantemente, concepções naturalistas- conservacionistas de natureza. Por outro lado, observamos que há poucas pesquisas específicas sobre a formação de professores de Biologia em EA. Detectamos, também, propostas de formação continuada que indicam a eficácia das perspectivas participativas e colaborativas. Concluímos que a dimensão da subjetividade aparece na produção teórica brasileira sobre Educação Ambiental, o que permite indicar a necessidade de promover uma formação inicial e continuada para professores de Biologia que favoreça a identificação dos profissionais com a EA, a ampliação da fundamentação teórica e a consequente migração para um olhar socioambiental, que relacione subjetividade, sociedade e meio ambiente.


Classificações

Contexto Educacional
Modalidades
Modalidade: Regular
Data de Classificação:
31/05/2021