Título
Qualidade de água, impactos e contribuições para a gestão ambiental do rio Preto, município de Santa Rita, Paraíba
Os diversos usos dados à água têm intensificado os impactos ambientais nos ecossistemas aquáticos. O crescimento urbano mal planejado, sem dúvida, é o maior causador dos danos aos rios através do lançamento de efluentes domésticos e industriais, dentre outras atividades humanas capazes de promover mudanças desastrosas no meio natural. Em todo o mundo, os anúncios quanto à crise de escassez de água potável, alertaram para a necessidade de implementação de um novo modelo de desenvolvimento, que vise à melhoria da qualidade de vida e ambiental para as gerações atuais e futuras. No Brasil, diante da realidade vivenciada, emergiram vários instrumentos legais com a intenção de promover uma gestão ambiental que vise abranger a necessidade da população em geral e de preservação e conservação ambiental. A Lei das Águas, por sua vez, trouxe diversas mudanças para o gerenciamento dos recursos hídricos e é um importante aliado para o trato dos rios urbanos e para a execução de uma gestão ambiental eficaz, especialmente no âmbito municipal. Devido à grande importância da água e de sua conservação para a manutenção e qualidade da vida, o estudo tem por objetivo, analisar a qualidade de água do Rio Preto em Santa Rita, na Paraíba, averiguar os seus principais impactos e propor soluções. Para a análise da qualidade da água foram coletadas amostras de água em pontos previamente definidos. As variáveis analisadas foram: clorofila-a, fósforo total, ortofosfato, compostos nitrogenados (amônia, nitrato e nitrito), oxigênio dissolvido, pH, condutividade elétrica e a comunidade zooplânctônica como indicador de qualidade da água. Os parâmetros que possuem limites pré-estabelecidos na Resolução CONAMA (357/05), tiveram os resultados comparados com a classificação em que o Rio Preto está enquadrado (classe de 3 de água doce). Também foram levantados os principais impactos a que o rio está sujeito durante todo o seu curso, com o intuito de descrever e apresentar propostas mitigadoras e que diminuam os conflitos socioambientais presentes. Os resultados do monitoramento da qualidade da água demonstraram que alguns parâmetros indicam lançamentos de efluentes não tratados e que o fósforo total, o pH, e o oxigênio dissolvido, apresentaram valores em inconformidade em alguns pontos avaliados de acordo com a resolução, para classe de água em que o rio está enquadrado. O Índice de Estado Trófico (IET), também foi classificado em alguns pontos como hipereutrófico. O biomonitoramento da qualidade da água demonstrou que os impactos ambientais ocorridos ao longo do curso do rio têm refletido na estrutura da comunidade zooplanctônica. A educação ambiental, por sua vez, está inserida em todo o contexto de transformação em que o país se encontra, e não deve deixar de ser mencionada e valorizada. Para tanto, foram desenvolvidas atividades de educação ambiental formal e não-formal, através de palestras e atividades de campo com o intuito de sensibilizar e incentivar os moradores sobre os problemas ambientais enfrentados pelos mesmos. Vê-se assim, a necessidade da implementação de medidas corretivas para que o Rio Preto possua características adequadas para a qual está destinado.