Título
Monitoramento Ambiental Participativo - MAP: Uma proposta para Unidades de Conservação na Amazônia.
O trabalho consiste de uma investigação acerca de Unidades de Conservação de Uso Sustentável considerando que estas devem ser encaradas como uma oportunidade para as comunidades lá residentes, a partir da Lei no. 9.985, de 18 DE JULHO DE 2000, que institui dois instrumentos de que criam condições para uma gestão local efetiva dos recursos naturais de maneira participativa. Esses instrumentos são o Plano de Manejo e o seu Conselho Gestor através dos quais é possível gerenciar no âmbito local o processo de ordenamento territorial e a resolução de conflitos. Para garantir a efetividade do Plano de Manejo e a ação articulada deste com o Conselho Deliberativo é necessária à obtenção de dados periodicamente, com adequado grau de detalhes e alta confiabilidade. Isso se faz necessário para orientar a função de tomadores de decisão e garantir a saúde dos ecossistemas de forma transparente. Assim, a dissertação explora o impacto do Monitoramento Ambiental Participativo - MAP enquanto uma ferramenta para formular propostas para melhoria da qualidade de vida das comunidades residentes nas Unidades de Conservação de uso sustentável, se constituindo assim em uma ferramenta através da qual se torna possível integrar os conhecimentos tradicionais e científicos, através da adoção de um processo de educação ambiental relacionado aos interesses da população local e a conservação do meio ambiente. Essa proposição possibilita a geração de indicadores agregados com o objetivo de mensurar a sustentabilidade ambiental e fornecer informações capazes de embasar as propostas para a melhoria da qualidade de vida das comunidades moradoras nas Unidades de Conservação. A proposta do Mapeamento Ambiental Participativo - MAP constitui-se em uma metodologia para integrar diferentes instrumentos de coleta de dados e informações numa plataforma de analise espacial com a utilização de Sistemas de Informação Geográfica. Dessa maneira, o objetivo da pesquisa repousa na possibilidade de estabelecer indicadores de participação e de envolvimento das comunidades residentes nas Unidades de Conservação de Uso Sustentável, além de indicadores de satélite e de indicadores participativos acerca do uso de recurso naturais. Esse conjunto forma uma matriz integrada de indicadores para medir a pressão sobre o uso de recursos e gerar dados para orientar o manejo dos recursos. Essa forma de abordar o problema em estudo aumenta a interface ou as interações comunicacionais entre as comunidades residentes e o Estado no processo de ordenamento das Unidades de Conservação. A integração entre a tecnologia de geoinformações e o saber tácito das comunidades residentes nas Unidades de Conservação de Uso Sustentável, por meio do processo que trate da autonomia do morador no monitoramento ambiental da Unidade de Conservação, estabelece a grande contribuição do Mapeamento Ambiental Participativo - MAP para a pesquisa e gestão das Unidades de Conservação.