Título

Educação ambiental na escola do campo: possibilidades e limites para com o rompimento da linha segregadora que torna a escola alheia à vida do campo

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Maria Niely de Freitas Silva
Nome do(a) orientador(a)
Lindalva Maria Novaes Garske
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2017
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

A presente pesquisa foi desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso, do Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Câmpus Universitário de Rondonópolis (PPGEdu/UFMT/ICHS/CUR). Trata-se de uma análise acerca das possibilidades e limites de ações de atividades de Educação Ambiental para com o rompimento da linha segregadora que torna a escola alheia à vida do campo, instituídas pelo Programa Mais Educação (PMEd), no ano de 2015, por duas escolas do campo da Região Sudeste mato-grossense. Para fundamentar as discussões teóricas sobre a Educação do Campo e Educação Ambiental, foram utilizados autores como Carlos Loureiro (2011), Enrique Leff (2013), Isabel Carvalho (2012), Lindalva Garske (2006), Mauro Guimarães (2011), Miguel Arroyo (2009), Mônica Molina (2010a), Michèle Sato (2003), Paulo Freire (2005), Philippe Layrargues (2012) e Roseli Caldart (2008). O caminho metodológico foi construído com base nos pressupostos da pesquisa qualitativa, em uma perspectiva dialética. Foram entrevistadas seis pessoas, sendo as diretoras e as coordenadoras do PMEd das duas escolas, uma coordenadora pedagógica e uma monitora do Programa. Como estratégias e instrumentos de coleta de dados, foram utilizadas a análise documental e entrevistas semiestruturadas. O resultado da pesquisa evidenciou possibilidades e limites para contribuição das atividades de Educação Ambiental para com o rompimento da linha segregadora que torna a escola alheia à vida do campo. As possibilidades são constatadas no fato de que as atividades se apresentam como propostas voltadas para a construção de valores sociais, conhecimentos e competências que promovam a sustentabilidade socioambiental e a qualidade de vida. Por outro lado, a organização de um trabalho coletivo e dialógico, que é um princípio que norteia atividades de Educação Ambiental voltadas à transformação de determinada realidade socioambiental, se mostrou como limite na implementação de tais atividades. Outro importante fator limitador foi a inexistência de uma política de formação de educadores para trabalhar com as atividades de EA.


Classificações

Contexto Educacional
Modalidades
Data de Classificação:
31/05/2021