Título
A bioética como consciências ambiental e o pagamento por serviçoes ambientais como proposta para a sustentabilidade na Amazônia
A presente dissertação tem como tema 'a Bioética como consciência ambiental', convergindo dos extremos, antropocentrismo e biocentrismo, para um ponto de equilíbrio no diálogo das ciências e humanidades, bem como 'o Pagamento por Serviços Ambientais (PSAs)', trazendo contorno eficaz e aspecto prático, pela possibilidade de sua aplicação, para fins da sustentabilidade na Amazônia. Para isso, o presente trabalho tem como objetivo pesquisar a formação da consciência ambiental, no período Pós-Revolução Industrial, pelo paradigma da Bioética. A hipótese será traçada no caminho da compreensão ambiental, pela perspectiva da Bioética e de seus princípios, sob os olhos de Fritz Jahr, em 1927, e Van Rensselaer Potter, em 1970, organizadores de estudos sobre a Bioética, envolvendo-a como a ciência da sobrevivência, não apenas da civilização humana, mas de todo o planeta. Para desenvolver uma interpretação mais reflexiva sem deixar sua concretude, considera-se necessário trazer um exemplo prático. Com esse objetivo, é necessário analisar a aplicação do primeiro projeto de Manejo Florestal em uma Parceria Público-Privada (PPP) no Brasil, executado pela Empresa de Manejo Florestal e Prestadora de Serviços (Maflops), no Pará, Moju I e II. Para alcançar os resultados, em relação à abordagem do problema, a pesquisa será qualitativa, com esse fim, serão adotados: pesquisa exploratória, método hipotético/dedutivo e pesquisa bibliográfica/documental, para análise de conteúdo. Os resultados indicam que a Bioética como novo paradigma, quando ensinada pela educação ambiental, tende a ser estrutura adequada para enfrentar a crise ambiental, reconhecendo os limites naturais do meio ambiente. Os resultados também apontam que os Serviços Ambientais (SAs) fornecidos pelo homem à natureza, por meio dos PSAs, podem efetivamente reverter o cenário de degradação ambiental. Quanto ao caso específico, os resultados corroboram essa afirmação, pois o exemplo trazido pelo pioneirismo da empresa Maflops indica que é possível fazer parceria com governos nacionais e internacionais, bem como com empreendedores, ambos com o mesmo objetivo, a saber; sustentabilidade e preservação, com a manutenção dos assentamentos ora retratados, desde que sejam resolvidos obstáculos como a precariedade dos meios de subsistência locais, complementando-os por projetos de PSA. Conclui-se que, a conscientização ambiental trazida pela Bioética, através da educação ambiental, está intrinsecamente relacionada à sustentabilidade, uma vez que a perspectiva biocêntrica combinada com a perspectiva antropocêntrica se torna a posição mais apropriada para abordar a relação entre homem e natureza na Amazônia, devido à dinâmica da vida na, forma em que se apresenta na biodiversidade.