Título

A viagem de Chihiro: notas sobre currículo, educação ambiental e cultura

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Luíza da Costa Saad
Nome do(a) orientador(a)
Márcia Serra Ferreira
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2018
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

A presente dissertação tem como objetivo investigar de que maneira o cinema vem nos ensinando sobre sustentabilidade. Mais especificamente, inspirada nas teorizações de Michel Foucault e nos Estudos Culturais, em suas vertentes pós-estruturais e pós-modernas e em diálogo com o campo do Currículo, busco compreender como os enunciados sobre sustentabilidade vêm sendo produzidos e veiculados por meio do cinema, participando da fabricação de regimes de verdade e de efeitos de poder que, por sua vez, constituem os sujeitos e regulam as suas práticas. Para isso, opero com os conceitos de pedagogias culturais, dispositivo da sustentabilidade, governo esubjetivação. Assim, compreendo que as pedagogias culturais, ao participarem discursivamente do dispositivo da sustentabilidade, governam e subjetivam, constituindo sujeitos preocupados com as questões ambientais e com a sustentabilidade do planeta. Em minha análise empírica, utilizo como material enunciativo o longa-metragem de animação japonesa A Viagem de Chihiro, de título original Sen to Chihiro no Kamikakushi. São identificados enunciados referentes e/ou relacionados à sustentabilidade e que dialogam com concepções de sociedade, trabalho, consumo e meio ambiente. Percebe-se, no filme, o atravessamento de discursos marxistas e ambientalistas, juntamente com discursos míticos e/ou religiosos, como o xintoísmo e o budismo, de modo a contribuírem para a produção e regulação dos enunciados de sustentabilidade que emergem no filme. A análise aponta, ainda, para determinadas estratégias de experiências de si que entram em operação no filme para produzir subjetividades e governar sujeitos em direção à sustentabilidade. Finalizo, comentando que alguns desses discursos produzem efeitos de modo a reforçar algumas linhas de força do dispositivo da sustentabilidade, enquanto outros atuam de modo a restaurar linhas enfraquecidas, mas que, ganham força, podem produzir linhas de subjetividade e possivelmente de ruptura.


Classificações

Contexto Educacional
Data de Classificação:
31/05/2021