Título
Educação Ambiental Crítica em Trilhas Ecológicas com alunos do IFRJ: reflexões, possibilidades e experiências
va formar sujeitos questionadores, capazes de reconhecer a degradação ambiental, problematizando-a de diferentes formas, indicando, por exemplo, rever os padrões de consumo, numa tentativa de se distanciar de visões maniqueístas, que ora estão sob o paradigma antropocêntrico, ora sob o paradigma biocêntrico. As trilhas ecológicas (assim como as hortas comunitárias, coletas seletivas e outras "práticas ambientais") são aplicadas comumente, mas dificilmente são avaliadas. Não obstante, o propósito deste trabalho foi o de avaliar as Trilhas Ecológicas à EA-crítica. As trilhas ecológicas, de maneira geral, garantem proximidade com mais elementos naturais, espécies vegetais e animais, áreas em recuperação ou em equilíbrio, diversos tipos de experiências, podendo ter pontos de interpretação e atrativos, quanto pontos de interesse à possibilidade de sensibilização, conscientização ambiental, histórica e histórico-natural. Quando a Educação Ambiental não se limita às medidas compensatórias e se propõe a uma reflexão mais complexa e profunda, percebemos que as ações pontuais (inicialmente e aparentemente conservadoras) podem ser realizadas como pontos de partida (e não de chegada), para tratar da problemática ambiental de forma que não seja simples e reducionista. A EA-crítica enfatiza a necessidade de uma permanente revisão da nossa prática. Esta pesquisa qualitativa partiu de dois questionários-roteiro, aplicados em momentos distintos aos alunos do segundo e terceiro ano do Curso Técnico em Meio Ambiente do IFRJ Campus Pinheiral para fornecer as informações pertinentes às trilhas do EEcoE e a relação delas com a Educação Ambiental. A análise alcançou que as Trilhas Ecológicas possibilitam um contato mais próximo com a natureza, contribuem para aplicar os conhecimentos discutidos em sala de aula e têm um forte potencial para a sensibilização, embora precisem de cuidado especial para não ficar num reducionismo.