Título
Mulheres, Pampa e Natureza: Um Olhar para a Educação Ambiental.
O presente trabalho trata-se de uma dissertação de Mestrado, realizada no Programa de Pós-graduação em Educação Ambiental, na Universidade Federal do Rio Grande (FURG) que tem como objetivo problematizar como mulheres ambientalistas do pampa gaúcho narram a sua relação com a natureza e a Educação Ambiental. Os caminhos teóricos metodológicos foram tramados a partir das leituras de autores da filosofia da diferença, como Friedrich Nietzsche, Michel Foucault, Gilles Deleuze e Félix Guattari. Nesta pesquisa, conduziu-se a partir da questão das relações entre sujeito e verdade, conceitos importantes nas obras dos autores Nietzsche e Foucault, deste último nos aprofundamos também nos conceitos de subjetividade, subjetivação. A partir das leituras de Deleuze e Guattari buscou-se um devir-menor ao olhar para as narrativas das mulheres, para as vias de singularização de educação ambiental/educações ambientais produzida nos interstícios do pampa gaúcho. Tomou-se como questões de pesquisa: Como se constituem as relações com a natureza de mulheres ambientalistas no pampa gaúcho? Como se constroem narrativas de educação ambiental/educações ambientais a partir dos trabalhos desenvolvidos por três mulheres no pampa gaúcho? Que Educações Ambientais possíveis há nos espaços do pampa gaúcho? Nesta pesquisa realizamos uma investigação narrativa em que analisamos as narrativas de três mulheres ambientalistas do pampa - Aradia, Dona Corunilha e Lala. Através um devir menor para escutar estas vozes de vidas infames, suas experiências de vida com a educação ambiental, tramou-se a arte e a filosofia para intensificar este encontro. Com tudo isso, na finalização desta pesquisa, foi possível considerar que as mulheres ambientalistas do pampa gaúcho narram suas relações com a natureza e com a educação ambiental mobilizadas, atravessadas, constituídas por um sentimento, que chamamos de sentimento pampeano e que possui vestígios da nossa cultura e história pampeana; assim como marcas nas relações entre as mulheres e a natureza em que o cuidado pelo lugar recorre; e também por rastros de uma educação ambiental que faz parte da vida destas mulheres com um intenso apelo pelas relações de pertencimento ambiental, entendendo o humano como parte da natureza.