Título

Ecopedagogia enquanto educação ambiental como prática de liberdade

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Ivan Luís Schwengber
Nome do(a) orientador(a)
Ivo Dickmann
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2018
Dependência Administrativa
Privada
Resumo

A presente pesquisa trata da condição humana. Os homens e mulheres que participam e se integram com seu ambiente. E qual o papel da educação na participação com o ambiente, resgatando na obra de Paulo Freire fundamentos para discutir um problema hodierno, da Educação Ambiental. Numa relação horizontal da entre filosofia e pedagogia tratando-se da formação enquanto uma Prática Libertadora. Uma filosofia da educação que trata da formação de um sujeito crítico e integrado ao seu ambiente. O objetivo do texto é fazer uma abordagem crítica da Educação Ambiental, a Ecopedagogia enquanto uma prática educacional emancipadora. É uma pesquisa qualitativa de revisão bibliográfica de cunho, que fundamenta a possibilidade de pensar e fazer Educação Ambiental. A integração do homem com seu mundo evidenciou o papel do ser humano no processo de participação de seu meio, uma práxis transformadora do sujeito e do ambiente em que vive. Uma práxis que encontra na prática educativa um momento privilegiado de emancipação, e que dentro de determinados contextos pode servir parar tolher o processo de humanização que culmina na libertação. Esta desumanização ocorre em decorrência de outros seres humanos que, por algum interesse, não se interessam pela participação de todos neste processo. Tratar o meio como socioambiental, evitando a naturalização ambiental como a ausência da participação e integração do homem, para não verter na visão fatalista da destruição natural. O núcleo argumentativo está no conceito Antropológico de Cultura que funciona como emancipador do sujeito, enquanto pessoa, que a partir da educação desenvolve a conscientização crítica, e por outro lado, emancipa a sociedade em que vive, através da participação democrática. O conceito antropológico de cultura permite esta responsabilização do homem quanto a sua emancipação, a emancipação do próximo e a emancipação da natureza. O ponto centrar defendido é de que se o homem liberta a si, ao outro, é condição necessária da libertação, libertar o mundo da natureza, que se traduz numa vivência sustentável no e com o mundo. Este aparato teórico é pedagógico, e, portanto, formativo, na esperança do poder emancipatório do ser humano por sua educação. O resultado é a Ecopedagogia enquanto uma condição imprescindível para a formação emancipatória do ser humano, não mais perecendo o planeta como um lugar onde o ser humano se forma, mas constitutivo da formação do ser humano, e em última instância, constitutivo do sujeito enquanto tal. Esta intrínseca relação dialética entre homem, natureza e sociedade é o tripé que se fundamenta toda a argumentação. E, por fim mostrando nos Círculos de Cultura, as práticas pedagógicas de Freire, já comportam Ecopedagogia como uma Prática da liberdade. Utilizar as categorias e o sistema argumentativo, dentro de uma arquitetônica freiriana, mostrando sua atualidade e sua viabilidade para resolver problemas da Educação Ambiental é atribuir Paulo Freire a autenticidade de um filósofo da educação.


Classificações

Contexto Educacional
Data de Classificação:
31/05/2021