Título

Educação ambiental inclusiva: criação de um brinquedo para as pessoas com autismo - estimulando a aprendizagem sobre coleta seletiva de resíduos sólidos

Programa Pós-graduação
Tecnologia Ambiental
Nome do(a) autor(a)
Italo Camilo da Silva Nogueira
Nome do(a) orientador(a)
Luciana Rezende Alves de Oliveira
Grau de Titulação
Doutorado
Ano de defesa
2019
Dependência Administrativa
Privada
Resumo

O aumento populacional aliado à produção e consumo excessivo de bens, faz gerar resíduos que se tornam cada vez mais visíveis e prejudiciais ao meio ambiente. É fundamental que a noção de preservação ambiental seja trabalhada desde a tenra idade, sendo complementada e aperfeiçoada na escola, pois enfatiza o seu papel em relação à formação de cidadãos críticos e proativos, no sentido de resgatar valores e levar adiante o respeito à vida, tendo em vista a cooperação mútua. A Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei nº 12.305/10, permitiu um grande avanço ao país proporcionando diretrizes para enfrentar os problemas ambientais, sociais e econômicos oriundos do manejo inadequado dos resíduos sólidos. Uma das suas propostas é reduzir os resíduos sólidos, incentivar, de modo a incentivar a coleta seletiva, a reciclagem e mudanças de comportamento relacionadas à preservação do meio ambiente. A Educação Ambiental inclusiva torna-se efetiva quando compartilhada indistintamente com todos os públicos das instituições de ensino. Para um aluno autista não é fácil aprender, em termos teóricos, sobre estas questões. O brinquedo pedagógico constitui um importante recurso para o desenvolvimento de novas habilidades, pois elas poderão aprender brincando. A pesquisa, de cunho qualitativo embasou-se teoricamente na revisão bibliográfica, foi realizada na unidade da APAE, situada em Goiânia-GO e teve como objetivo central a criação de um brinquedo pedagógico para os alunos autistas de 6 a 30 anos para estimular o processo de aprendizagem da coleta seletiva dos resíduos sólidos. Foi aplicada uma entrevista dirigida aos profissionais da unidade estudada com a finalidade de analisar a percepção que eles têm sobre a prática da educação ambiental. Os resultados da pesquisa permitiram concluir que a APAE de Goiânia necessita se adequar para promover a educação ambiental, pois as atividades desenvolvidas ainda são incipientes. Para os entrevistados, existem vários desafios que dificultam a implementação da prática ambiental e um deles é a falta de recursos pedagógicos que auxilie o aluno autista. Todos os entrevistados concordaram que através dos brinquedos as crianças autistas serão estimuladas a aprenderem conteúdos relacionados aos resíduos sólidos e coleta seletiva. Ficou evidente que a APAE de Goiânia precisa se adequar e criar condições para a socialização desses alunos e para a formação de indivíduos com valores sociais, conhecimentos, habilidades e atitudes voltadas para a consciência do ambiente em que vivem. O brinquedo pedagógico, criado por meio deste projeto, foi confeccionado na madeira pinus. A caixa possui vinte e sete cubos, dispostos em três fileiras e cada uma tem nove divisões com a identificação das classes dos resíduos sólidos acima de cada bloco de cores. Ao brincar com os cubos e visualizar as cores, o aluno autista será estimulado a aprender sobre resíduos sólidos e coleta seletiva, demonstrando com isso que é possível a prática da Educação Ambiental de forma inclusiva e cidadã. O estudo sinalizou a necessidade de incorporar uma nova dimensão ao processo educacional da instituição, possibilitando discussões sobre as questões ambientais e as consequentes transformações de conhecimento, valores e atitudes diante de uma nova realidade que poderá ser construída na instituição. O brinquedo pedagógico foi projetado em conformidade com as normas exigidas e apresenta uma inovação no meio educacional por estar direcionado para a temática ambiental.


Classificações

Contexto Educacional
Modalidades
Data de Classificação:
31/05/2021