Título
Educação matemática: os fractais potencializando a educação ambiental
Este estudo trata da eminente necessidade de repensar a educação matemática, devido a dificuldades, sempre renovadas no processo de ensino-aprendizagem da matemática, principalmente numa perspectiva de incluir questões contemporâneas, uma vez que muito se defende a necessidade de abordar questões relativas às realidades vivenciadas pelos estudantes. Ao refletir sobre como associar à vida dos alunos/as os conteúdos obrigatórios presentes nos currículos escolares que, prioritariamente contemplam a matemática clássica, originária há mais de 300 anos a.C, é possível perceber diversas limitações. A matemática clássica induz ao pensamento cartesiano que prioriza a exatidão, o regular, o linear, a dialética dual do certo ou errado, o determinismo, o ordenado, o perfeito, enfim conceitos que estão sendo considerados limitados pela ciência contemporânea. Uma ciência que evidencia cada vez mais, a presença da não linearidade que também envolve todos os sistemas vivos e sua complexa dinâmica, em constante processo de transformação. A matemática pronta e acabada não é suficiente para descrevê-los, portanto, se faz necessário pensar e reconhecer os limites dos mecanismos de ensino e aprendizagem via matemática clássica, transpondo-a para um multiverso de concepções que envolvem a complexidade das inter-relações ser humano em âmbito da antroposfera como da Biosfera. Assim nosso problema de investigação é como e por que a transposição da concepção de fractais para a educação ambiental, apoiada na não linearidade e no pensar complexo, pode potencializar reflexões e ações das/nas inter-relações seres humanos e natureza, visando uma compreensão qualitativa da biosfera? Nosso objetivo é verificar as possibilidades da transposição da concepção de fractais para a educação ambiental, com o intuito de ampliar a importância de refletir as inter-relações entre o ser humano e a natureza, através da matemática qualitativa. O desenvolvimento desse estudo terá como base estudo bibliográfico e de cunho qualitativo. Pretende-se, via contatos e conversas com diversos autores, que abordam concepções que viabilizam uma educação matemática com viés qualitativo e contemporâneo, priorizar qualificar relações e interações a partir da transposição da geometria fractal, como entrada para compreender melhor questões ambientais, profundamente interdependentes como biosfera-antroposfera. Entendemos que uma educação matemática, de base qualitativa e complexa, pode potencializar o reconhecimento da complexidade inerente aos fenômenos da vida, não banindo a matemática clássica, mas ampliando através de abordagens qualitativas.