Título

Etnobotânica e screening fitoquímico de Sideroxylon obstusifolium (Roem. & Shult.) T.D. Penn. (Quixabeira), Cabaceiras, semiárido da Paraíba

Programa Pós-graduação
Desenvolvimento e Meio Ambiente -PRODEMA
Nome do(a) autor(a)
Daniela de Araújo Barbosa
Nome do(a) orientador(a)
Denise Dias da Cruz
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2018
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Conhecimentos tradicionais podem demonstrar tanto a história das comunidades como sua relação com os recursos locais. Além disso, fornecem informações que favorecem o manejo e a gestão das espécies, assim como indicam formas de uso e preparo que podem embasar o conhecimento fitoquímico. O presente estudo foi realizado na Comunidade Tapera localizada no município de Cabaceiras, Semiárido da Paraíba, com o objetivo de registrar e analisar os usos e os conhecimentos tradicionais de Sideroxylon obtusifolium (Roem. & Schult.) T.D. Penn. (quixabeira) e sua disponibilidade local, observando a pressão extrativista sobre a mesma. Além disso, considerando as principais formas (cachaça e água) e parte da planta (casca e folha) utilizadas no preparo pela comunidade, avaliou-se a presença de metabólitos secundários através de um screening fitoqúimico. A análise fitoquímica feita com a casca e com as folhas visava avaliar os compostos nas duas partes e propor a substituição do uso da casca pelo uso das folhas, favorecendo a conservação da espécie. Foram entrevistados 23 chefes de família (homens/mulheres), representando 15,33% da população e a disponibilidade local foi avaliada através de um caminhamento de 24 horas com auxilio de GPS. A pressão extrativista foi analisada através da medição das extrações nas cascas da planta. Para o screening fitoquímico foram coletadas folhas e cascas da espécie, para preparação de extratos a base de cachaça, água e álcool, que foram avaliados quanto aos metabólitos extraídos. A quixabeira é utilizada pela Tapera, principalmente como medicinal, onde a casca é a parte mais citada e o molho a forma de preparo mais comum. Foram registradas 88 árvores, dentre as quais 19 apresentavam marcas de extração, demonstrando que as atividades predatórias obtiveram uma redução bastante acentuada comparada a dados anteriores. O extrato de folhas e cascas, realizado com cachaça e água, obteviveram resultados semelhantes quanto a extração das classes de metabólitos secundários. Desta forma, podemos sugerir a realização de estudos quantitativos nas folhas da quixabeira, que possam demonstrar dentro das classes metabólitas encontradas, quais substâncias bioativas estão presentes, fornecendo a Comunidade, através da educação ambiental, outra possibilidade de utilização da quixabeira, para fins medicinais, a fim de tentar reduzir a pressão extrativista existente na espécie e contribuir com sua conservação no meio ambiente.


Classificações

Contexto Educacional
Data de Classificação:
31/05/2021