Título

A gestão da visitação em seis unidades de conservação no estado do Paraná

Programa Pós-graduação
Engenharia Florestal
Nome do(a) autor(a)
Barbara Gabriele de Souza Nogueira
Nome do(a) orientador(a)
Ronaldo Viana Soares
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2017
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

A categoria parque carrega em um dos seus objetivos o estímulo a atividades de recreação, lazer e educação ambiental. Assim como em todo o Brasil, no estado do Paraná é a categoria mais representativa em quantidade e a mais popular. No entanto, as unidades de conservação no estado não são suficientes em termos de representatividade, pois a maior parte dessas áreas são parcelas isoladas e de pequeno porte. Entende-se que o estabelecimento de unidades de conservação não garante a efetiva conservação da biodiversidade. Para isso é necessário administrar e manejar os recursos naturais. É nesse contexto que a visitação assume um importante papel, pois a abertura desses espaços permite maior aproximação com a sociedade, podendo resultar em mais visibilidade para a captação de recursos e manejo dessas áreas protegidas. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi diagnosticar a gestão da visitação em seis parques estaduais do Paraná. Para a seleção dos parques estaduais do estudo foram utilizados critérios, como a existência de plano de manejo com programas e subprogramas, áreas em diferentes tipologias vegetais do estado, que fossem representativos para biodiversidade. Os parques analisados foram: Pico do Marumbi, Vila Velha, Guartelá, Cerrado, Mata dos Godoy e Rio Guarani. Para realização do diagnóstico foi necessário seguir etapas para o desenvolvimento metodológico: levantamento e análise de documentos pertinentes; visita a campo; entrevista semiestruturada com os gestores; tabulação e análise dos dados. Os parques estudados estão com seus planos de manejo, principal instrumento utilizado para gestão das áreas, desatualizados. No Parque Estadual Pico do Marumbi ocorrem atividades em áreas não regularizadas pelo poder público. Os programas de uso público não são cumpridos em sua totalidade. Os resultados também demonstraram que 100% deles não utilizam métodos específicos para monitorar os impactos do uso público; 83% possuem limites de carga para os seus atrativos; 50% possuem mais visibilidade do ponto de vista turístico, enquanto os outros 50% possuem o perfil para espaços de educação ambiental. O maior obstáculo enfrentado pelos gestores para o desenvolvimento da visitação, bem como o manejo, é a escassez de recursos humanos. Em seguida, o déficit orçamentário para dar continuidade a programas e projetos. Todavia, os gerentes consideram importante estimular a visitação em parques estaduais, pois os usuários podem se tornar aliados na conservação da biodiversidade e adquirir hábitos conservacionistas. Conclui-se, assim, que a visitação nos parques estaduais não se desenvolve com mais efetividade devido à dificuldade em manter estruturas de apoio e falta de corpo técnico do órgão gestor. Palavras-chave: estado do Paraná, gestão da visitação, parques estaduais, unidades de conservação, uso público.


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Contexto Educacional
Data de Classificação:
31/05/2021