Título
As lutas que educam na América Latina: a educação ambiental que emerge do conflito pela água em cachoeiras de Macacu com um olhas desde a Colômbia
Este trabalho se dedica a estudar a educação ambiental que emerge da re-existência comunitária nos contextos de conflito socioambiental relacionados aos projetos de desenvolvimento em torno da água no Vale do Guapiaçu. A compreensão do aprendizado que ocorre a partir da luta é o foco desta pesquisa. Portanto o objetivo é Identificar os processos da educação ambiental que emergem da luta dos atingidos e atingidas nos conflitos pela água. No presente estudo assumimos como central a Educação Ambiental Crítica observando os conflitos pela água no território do Vale do Guapiaçu em Cachoeiras de Macacu/Rio de Janeiro, em diálogo com a experiência de mobilização social colombiana frente a represa de El Peñol/Medellín e a Pedagogia da Corridez da Maestra Lola no Cauca. Caminhando por esses conhecimentos que me afetam e transformam, os integro a entrevistas, idas ao campo e levantamento bibliográfico. Como forma de produzir perspectivas outras em diálogo produzi narrativas visuais materializadas nas [foto]escrevivências configuradas enquanto metodologia de análise, com base na fotografia e nas escrevivências de Conceição Evaristo. Este trabalho aponta que o posicionamento político das mulheres é uma potência no fortalecimento de comunidades imersas em conflitos. Identificou-se no sistema de gestão comunitária da água um processo de re-existência dos agricultores e agricultoras. Estas práticas de mulheres, de camponeses e camponeas estão integradas a uma Educação Ambiental de Base Comunitária em uma perspectiva crítica, frente ao processo de apropriação de seu território. Revela-se aqui uma educação que emerge da luta socioambiental, com uma mirada desde el Sur para a formação dos sujeitos coletivos, no Vale do Guapiaçu de forma semelhante a outros processos de resistência na America Latina, especificamente na Colômbia.