Título

Arquétipo Parasito-Hospedeiro: repensando o papel do ser humano na conservação da mãe terra

Programa Pós-graduação
Ensino em Biociências e Saúde
Nome do(a) autor(a)
Ana Maria de Nicolo Concatto
Nome do(a) orientador(a)
Clelia Christina Mello Silva Almeida da Costa
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2019
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

O presente estudo visa reconstruir a imagem arquetípica da relação ecológica parasito-hospedeiro presentes em discursos indiretos, a fim de discutir de forma análoga, a relação dos seres humanos em relação ao ambiente planetário. De forma interdisciplinar, ampliar os conceitos parasitológicos para a área das ciências humanas, através do repensar do papel do ser humano em relação ao ambiente que vive. Esta proposta está baseada na pesquisa qualitativa de base empírica. Os discursos indiretos sobre a relação Parasito-hospedeiro (parasitismo) presentes em livros didáticos de três níveis distintos de ensino e artigos científicos foram analisados pelo método de análise textual discursiva e expressos em frequência de palavras. Também foi utilizada a metodologia de triangulação de dados para explicar o fenômeno proposto. Foram analisados conceitos de parasitismo de 15 livros didáticos de ensino fundamental, de 12 livros ou apostilas de ensino médio, 8 livros de ensino superior e 12 conceitos publicados em artigos científicos. Nenhum dos conceitos no ensino fundamental relata a importância evolutiva do parasito na diversidade de espécies que existente hoje. Com base nas categorias finais selecionadas pode-se observar que as ideias conceituais aplicadas ao ensino fundamental e médio estão relacionadas a prejuízos e doenças, sem muita diferença entre os dois níveis de ensino. No ensino superior, outras palavras foram utilizadas na descrição do conceito como evolução. Substitui-se a palavra relação por associação e alimento por dependência metabólica (mais elaborado). A diversidade de vocabulário foi maior. Para a reconstrução da imagem arquetípica de parasitismo, buscou-se os conceitos de arquétipo e individuação da psicologia analítica e os pressupostos epistemológicos da educação ambiental critica. A educação baseada na reconstrução dos arquétipos presente no inconsciente coletivo surge como ferramenta para estabelecer uma nova aliança, se aproximando da noção de Alteridade e possibilitando diálogo entre as gerações e culturas promovendo cidadania planetária. Por último apresentamos o Homo ecologicus como um ser humano renovado que adquire com a DOR, o sentido maior da vida e cria vínculos de amorosidade com aquela que o nutre, o alimenta, acolhe seus sonhos e desejos, a MÃE-TERRA.


Classificações

Contexto Educacional
Modalidades
Data de Classificação:
31/05/2021