Título

Mergulho recreativo na região metropolitana de Fortaleza (Nordeste do Brasil): subsídios para o desenvolvimento sustentável

Programa Pós-graduação
Ciências Marinhas Tropicais
Nome do(a) autor(a)
Ana Flavia Pantalena
Nome do(a) orientador(a)
Marcelo de Oliveira Soares
Grau de Titulação
Doutorado
Ano de defesa
2017
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Os ecossistemas costeiros estão entre os habitats mais produtivos do mundo e o mergulho recreativo é um dos múltiplos usos dessas regiões litoraneas. Nos últimos anos essa atividade tem aumentado sua contribuição para as economias de diversas cidades costeiras. O Estado do Ceará (Nordeste, Brasil) possui 573 Km de linha de costa e sua Capital Fortaleza teve, nos últimos anos, um aumento relevante do fluxo médio de turistas. Dentre os muitos atrativos naturais da região existem, próximos à linha de costa, naufrágios e ambientes recifais únicos, além de uma Unidade de Conservação Marinha (Parque Estadual Marinho Pedra da Risca do Meio). O presente estudo buscou caracterizar e diagnosticar as atividades de mergulho recreativo na região metropolitana de Fortaleza. A metodologia consistiu em analisar a percepção ambiental de mergulhadores recreativos referente aos pontos de mergulho (biodiversidade marinha, impactos ambientais), bem como os serviços e infraestrutura oferecidos. Foram realizadas pesquisas bibliográficas, bem como entrevistas e a aplicação de questionários (n=140). Os resultados sugerem que apesar de existirem 32 pontos de mergulho próximos à costa, somente o PEMPRM, com seus recifes tropicais (avaliado como 'bom/muito bom quanto' à biodiversidade marinha), é visitado regularmente. Os aspectos negativos apontados foram o tempo de navegação até os locais de mergulho, a quantidade de lixo e de linhas e redes de pesca abandonados. O barco e local de embarque/desembarque foram classificados como ruim/pobre. A maioria dos respondentes acredita que seriam incentivos para mergulhar mais regularmente na RMF a melhoria dos serviços (21,1%) e a criação de novos pontos de mergulho (20,7%). Diante da carência de informações a respeito deste tema no Estado e nos países em desenvolvimento, os resultados da presente pesquisa enquadram-se como uma fonte de informação inédita. Além disso, pode ser utilizada na elaboração de políticas públicas de educação ambiental e de exploração do mergulho recreativo. Estas políticas devem beneficiar não apenas o ecossistema marinho, bem como todos os usuários envolvidos direta ou indiretamente na cadeia produtiva e no desenvolvimento sustentável da zona costeira.


Classificações

Contexto Educacional
Data de Classificação:
31/05/2021