Título

As dimensões políticas e simbólica da educação ambiental

Programa Pós-graduação
Direito Ambiental e Políticas Públicas
Nome do(a) autor(a)
Gleidson José Monteiro Salheb
Nome do(a) orientador(a)
Eugênia da Luz Silva Foster
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2010
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

A educação tem sido apontada como um dos componentes fundamentais de enfrentamento da crise socioambiental. O composto duo-vocabular Educação Ambiental tem sido evocado, então, para referenciar as práticas educativas relacionadas à questão ambiental. Suas prerrogativas e características peculiares consignam uma identidade própria, por um lado; e uma missão especial, por outro. A legislação vigente preconiza aspectos políticos e simbólicos na implementação de políticas públicas, o que possibilita o endereçamento da educação ambiental para o atendimento de demandas socioambientais objetivas, como aquelas provenientes das comunidades tradicionais quilombolas. As comissões interinstitucionais de educação ambiental, CIEA`s, têm caráter democrático, consultivo e deliberativo, tendo como finalidade a promoção, discussão, implementação, gestão, coordenação, acompanhamento e avaliação das atividades de educação ambiental nos Estados. Todavia, a variedade de opções teórico-metodológicas e a complexidades do campo ambiental dificulta o trabalho dos agentes públicos responsáveis pela formulação e execução de políticas públicas. Desta forma, proposições críticas convivem com perspectivas ingênuas, acarretando prejuízo para o atendimento de demandas especificas, tornando ineficazes as políticas públicas. A educação ambiental de tradição crítica se inscreve numa perspectiva que questiona o modelo de desenvolvimento dominante, propõe uma nova racionalidade social e se identifica com os ideais de democracia, emancipação e justiça ambiental. Nesta dissertação objetivou-se compreender as tensões existentes entre os fundamentos normativos, teóricos e metodológicos da Educação Ambiental, considerando ainda as dimensões simbólica e política desta, com a avaliação das implicações para as demandas socioambientais provenientes das Comunidades Tradicionais Quilombolas. A partir da técnica de entrevista chegou-se às falas dos agentes sociais da Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental do Amapá. Estas falas foram ponderadas sobre o prisma da análise do discurso, evidenciando assim o aspecto linguístico associado ao contexto histórico, social e ideológico destes agentes. Conclui-se que há muitas tensões entre os fundamentos normativos e teóricometodológicos e que as dimensões política e simbólica da Educação Ambiental, no contexto local, são diminutas, ausentes ou inexistentes e que implicações negativas recaem sobre as demandas socioambientais provenientes das Comunidades Tradicionais Quilombolas.


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