Título
A concretização do princípio responsabilidade como fundamento ético em uma comunidade de prática na área de proteção ambiental do Rio Verde, Campo Largo, Paraná
A presente pesquisa tem como objetivo analisar a possibilidade de concretização do princípio responsabilidade como fundamento ético em uma comunidade de prática na Área de Proteção Ambiental do Rio Verde, tendo como fim a sustentabilidade local. A base epistemológica, que propõe o entendimento do fenômeno contemporâneo que é a globalização, considerando-a mais do que um simples aumento da internacionalização, a sua relação com objetivo do século XXI que é o desenvolvimento sustentável e, principalmente, a necessidade da compreensão de que com a mudança do agir humano se faz necessária a presença de uma nova Ética, a Ética da Responsabilidade, encontra em Augusto Franco, Christian Silva, Judas Tadeu Mendes, Edgar Morin e Hans Jonas seus principais representantes. A comunidade do Cercadinho, situada no município de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, e que pertence a APA do Rio Verde, compõe o cenário desta pesquisa. O método que caracteriza esta pesquisa é o estudo de caso qualitativo. Os dados foram obtidos mediante uma profunda revisão bibliográfica, observação participante e não participante e entrevista semi estruturadas durante a realização de reuniões com a comunidade de prática formada pelos moradores do Cercadinho. A análise dos dados foi efetuada de forma descritivo-interpretativa. O estudo apresenta como considerações finais a necessidade, mas acima de tudo, a possibilidade de se observar o dilema do desenvolvimento versus o desenvolvimento sustentável a partir da contribuição da ética enquanto princípio da responsabilidade como uma alternativa para o futuro da humanidade (Sustentabilidade). É a partir da contribuição da educação ambiental ou educação sustentável, que o objetivo da pesquisa foi alcançado, pois o processo de tomada de consciência do ser humano precisa ser estimulado e a crise atual superada por meio de uma educação para a cidadania. Desta forma, a crise assume não um papel negativo, mas de um processo necessário e de mudança, no qual quem necessita mudar para sobreviver no planeta, é o ser humano.